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O cuidado do Pai

Eu tenho algumas histórias pessoais para contar sobre um versículo específico da Bíblia, que parece me perseguir desde os meus 18 anos. Quando digo perseguir, não levem pelo aspecto negativo, na verdade é que esta passagem sempre aparecia assim, quase do nada e prendia minha atenção.

Certa vez estava na fila do ônibus em um terminal urbano mergulhada em meus pensamentos sobre a minha vida, enquanto o coletivo não chegava. Estava bastante angustiada e preocupada com relação ao meu futuro, sem saber o quê fazer e qual caminho exatamente seguir. Já tinha abandonado um curso em uma universidade federal por não ter me adaptado, estava sendo chamada de louca por um monte de colegas por ter decido abandonar o curso e estava novamente naquela vida ingrata de pré-vestibular e tendo que fazer novas escolhas. Enfim, aquela fase chata no qual todo mundo (ou quase) passa. Agoniada e pedindo a Deus orientação, lá eu fiquei parada na fila.

Comecei a reparar nas banquinhas ao meu redor coberta de bugigangas à venda, guloseimas, salgadinhos e afins. E fiquei pensando como conseguiam pendurar tanta coisa em uma barraca só. De repente, observo bem no cantinho superior da porta de uma barraquinha,  meio escondida, uma daquelas plaquinhas adesivas em auto-relevo com a seguinte mensagem: “Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele o fará.” Salmo 37, 5. Fiquei meditando naquelas palavras um bom tempo e meu coração sorriu. E me senti mais confiante em saber que no momento certo, saberia fazer minha escolha mais acertada conforme a sabedoria divina.

Não pensem que não estudei e nem fiz minha parte. Pelo contrário, me dediquei dentro das minhas possibilidades. Entrei na faculdade, fiz um excelente curso, pelo qual sou apaixonda e tive um aproveitamento excelente. E hoje sou uma profissional. E claro, enfrento as novas dificuldades e desafios que surgem em função disso.

Estou em período de provas novamente, me sinto em um vestibular profissional. Ansiedade nesses momentos é normal, já me acostumei a lidar com este fato e tenho me segurado bem na medida do possível. Daí que no dia de finados fui ao cemitério prestar homenagem ao meu pai e no meio do caminho pelo jardim do local, encontrei com uma senhorinha sorridente distribuindo folhetos (e conforto aos outros), que me entregou um. Dei uma olhada rápida e vi que era de uma igreja e tinha letras grandes azuis, logo em seguida guardei em minha bolsa e esqueci por lá.

Dia seguinte, após uma visita a um dos meus vários locais de prova, encontrei uma professora da faculdade e peguei carona com ela. Conversamos sobre essa etapa complicada na vida profissional, de escolhas, do começo de carreira. Enquanto isso remexi em minha bolsa procurando meu celular e eis que encontro o folhetinho com letras azuis. Foi então que parei para ler, as letras brancas menores, logo abaixo das azuis, que diziam o seguinte: “Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele o fará.” Salmo 37, 5.

Há quem diga que é mera coincidência. Mas para quem tem fé, isso é apenas uma das  pequenas provas do cuidado de Deus para com seus filhos e suas angústias e aflições.

 

Guardei o folheto em minha bolsa, e mais uma vez meu coração sorriu. ^^

Brincando de casinha

Querido Diário:

Alguns dias são ingratos. Eu sou uma pessoa que precisa evoluir, especialmente no que ser refere à ter paciência. Esqueça, eu não fui agraciada com essa virtude ao nascer. E meu Paizinho, em sua infinita bondade, visando me tornar alguém menos pior melhor colocou em minha vida íntima, pessoas procrastinadoras e inertes demais. Ou apenas sossegadas. Sendo mais legal, pessoas “relax”.

O fato é que eu me empolgo, estresso fácil, sou ansiosa e gosto de ver as coisas acontecerem ao meu redor. E depender do outro para algo acontecer pode ser algo muito desgastante para esta pobre pessoa que vos escreve. Tudo isso faz parte da minha realidade atual: quero um emprego, quero continuar estudando, prova no domingo, estou na iminência de um noivado e tenho um namorado procrastinador que quer casar-mas-não-quer-casa-decente. Estou em um  apartamento provisório e de pernas para o ar, impessoal e que não me faz sentir que tenho um lar para chamar de meu.

Lar… sem mais comentários pois estou com uma p. saudade da minha mãe, do Juca (meu gato siamês) e da arrumação materna da minha casa em Vitória.

E para piorar ele (o namorado procrastinador) deixou passar 3 semanas e nada de pintar o cafofo apartamento para torná-lo mais simpático e habitável. Sempre adiando. Nada de colocar aqueles instrumentos sem utilidade à venda. Nada de encaixotar nada. Nada de procurar caixas de papelão para deixar espaço livre. Nada de lixar a parede que está para ser lixada há 15 dias. Nem tintas nem pincéis. Nada.

Eu mal comecei a brincar de casinha e já estou desanimada. Vontade de chorar,  terminar a brincadeira, ir para minha casa de verdade e pedir colo da minha mãe.

Tchau diário,

amanhã tem mais.

Dos supostos “doutores” e afins.

Olha, acho que ao longo de toda a história do meu blog pessoal, falar mal das pessoas nunca foi um tema que me despertou interesse. Não que eu seja santa e nunca tenha feito algo semelhante na vida (hipócritas de plantão que me perdoem, mas vocês não enganam a ninguém com essa pose de imparcialidade com relação aos outros), mas é que eu nunca achei legal fazer isso aqui. Tem tanta coisa mais interessante e legal para escrever né? Ainda que sejam só meus draminhas pessoais, hehe. 😀

Mas, tem coisas que me irritam em algumas pessoas (e não me venham com aquela conversinha mole de que “no fundo é inveja, sua mal-amada…” pois eu sou muito bem amada meus caros, graças e amém!). Assim como certas coisas em mim devem irritar muita gente por aí. Faz parte da convivência em sociedade. Impossível é agradar a gregos e troianos (como sou clichê…). Tudo bem, pouco importa agora.

O que importa mesmo caros amigos, é ser humilde, pois de vez em quando faz bem a saúde e a imagem pessoal. Ai como enche o saco ver a área de saúde (sim, eu também faço parte da massa) se “endeusando” por aí. Você tem doutorado? Não? Então por quê diacho você se intitula de doutor? É mestre em alguma coisa? Também não… Especialista? Não.. Então você é um bacharel. Ok? Use o seu título de bacharel, daquela profissão “x” e seja feliz, até alcançar patamares mais elevados, para aí sim se autointitular (escrevi certo? a palavra existe?) de doutor, mestre, especialista, enfim. É importante ter conteúdo (não signfica que você vai saber tudo também) antes de pregar algo que você ainda não amadureceu o suficiente para ser.

Infelizmente, pela nossa própria cultura, basta vestir branco, um jaleco ou conhecer as leis (leia-se advogados), que grande parte das pessoas acabam por proclamar o título de “doutor” ao indivíduo quase que automaticamente. Herança cultural, fazer o quê? Já aconteceu comigo durante consultas e sou compreensiva, por vezes é uma forma carinhosa do paciente demonstrar gratidão, respeito e uma certa admiração por você cursar uma faculdade e tal, considerando que muitos mal são alfabetizados nesse nosso Brasil-sil.

Mas não têm como fugir, o dicionário, sábio, sempre nos diz: doutor – sm (lat doctore) 1 Aquele que recebeu supremo grau em uma faculdade universitária.

Que tal tornar-se um profissional mais modesto e honesto? Não vai diminuir em nada o real valor de cada um. E citando um doutor de verdade, em um post mais antigo:

“Senhores.

Doutor é apenas quem faz doutorado. E isso vale também para médicos, dentistas, etc, etc. A tradição faz com que nos chamemos de doutores. Mas isso não torna doutor nenhum médico, dentista, veterinário e, mui especialmente, advogados. Falo com sossego.

Afinal, após o meu mestrado, fui aprovado mais de quatro vezes em concursos no Brasil e na Europa e defendi minha tese de Doutorado em Direito Internacional e Integração Econômica na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Aliás, disse eu: tese de Doutorado!.Esse nome não se aplica aos trabalhos de graduação, de especialização e de mestrado. E nenhuma peça judicial pode ser chamada de tese, com decência e honestidade.

Escrevi mais de 300 artigos, pareceres (não simples cotas), ensaios e livros. Uma verificação no site eletrônico do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq) pode compravar o que digo. Tudo devidamente publicado no Brasil, na Dinamarca, na Alemanha, na Itália, na França, Suécia, México. Não chamo nenhum destes trabalhos de tese, a não ser minha sofrida tese de Doutorado. (…)

(…) Os profissionais, sejam quais forem, têm de ser respeitados pelo que fazem de bom e não arrogar para si tratamento ao qual não façam jus. Isso vale para todos. Mas para os profissionais do Direito é mais séria a recomendação.

Afinal, cumprir a lei e concretizar o Direito é nossa função. Respeitemos a lei e o Direito, portanto; estudemos e, aí assim, exijamos o tratamento que conquistarmos. Mas só então.”

Ficou mais claro assim?

Quem quiser ler o post da citação acima na íntegra, o link:

por Marco Antônio Ribeiro Tura

Onde o coração está

A grande tristeza do meu coração é querer ensinar pessoas e não poder. Ao menos não por enquanto. É tão vergonhoso assim querer lecionar? Santo Deus, isso não entra na minha cabeça.

Balde de água fria

Mas não tem problema, cedo ou tarde, aprendo a não deixar ninguém tirar o brilho da minha festa, a alegria do meu dia e o sorriso dos meus lábios. Absolutamente ninguém. E tenho dito.

Carboidratos & Serotonina

Olá queridos e amados, eu voltei. Voltei formada na faculdade. Colei grau quinta-feira passada. Mas como ainda sou uma formada-desempregada (por pouco tempo, pois tenho planos malévolos de dominação mundial), agora possuo mais tempo disponível para exercitar, digamos, meu ócio criativo.

Bobagem, o fato é que estou um posso de ansiedade e em menos de 1 semana em casa não vejo a hora de pegar meu caminho da roça-de-todo-santo-dia e trabalhar. Porém, paciência é uma virtude que preciso cultivar, então, estou começando acreditar que todo tempo de espera nessa fase se faz um pouco (só um pouco!) necessário. Enquanto isso eu surto um pouco com a minha ansiedade e viro aloca dos carboidratos. Todo pão, torrada, barrinha de cereal, biscoito maisena, vira alvo fácil de ataque. E não existem fibras solúveis e insolúveis que me bastem para saciar o monstro que atualmente habita meu estômago. Que caos, é o vazio interior, meus caros.

Sem contar as trocentas mil decisões que preciso tomar. Meu cérebro tem clamado por piedade e serotonina, acima de tudo. Preciso providenciar grão-de-bico para evitar problemas maiores, como uns quilinhos a mais no futuro. Tomar vergonha nessa minha cara sem-vergonha e começar a caminhar e me mexer, para gastar as energias acumuladas. E ler, e voltar a pintar, como antes. Além de procurar emprego, hehehe, claro.

Bem, toda essa minha ladainha lamurienta aqui, na realidade,  serve apenas para avisar que voltei para o meu blog pessoal. Que a princípio serviria de diário, mas ai ai, prefiro dizer que aqui voltou a ser o lugar onde venho contar minhas peripécias do cotidiano, e tudo o  mais que vai acontecer daqui para frente, nessa nova etapa. Ainda que eu não esteja tão fresca assim. Enfim, espero que alguém fique por aqui me acompanhando, nesse meu folhetim romântico, ehehehehe hehehhehe.

Besos!!! 😀

Correria da vida

Só para tirar a poeira do blog, dizer que estou viva e que ainda não perdi a fé de um futuro bom. 😀 Bjos queridos!



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