Archive for the 'tears' Category

Brincando de casinha

Querido Diário:

Alguns dias são ingratos. Eu sou uma pessoa que precisa evoluir, especialmente no que ser refere à ter paciência. Esqueça, eu não fui agraciada com essa virtude ao nascer. E meu Paizinho, em sua infinita bondade, visando me tornar alguém menos pior melhor colocou em minha vida íntima, pessoas procrastinadoras e inertes demais. Ou apenas sossegadas. Sendo mais legal, pessoas “relax”.

O fato é que eu me empolgo, estresso fácil, sou ansiosa e gosto de ver as coisas acontecerem ao meu redor. E depender do outro para algo acontecer pode ser algo muito desgastante para esta pobre pessoa que vos escreve. Tudo isso faz parte da minha realidade atual: quero um emprego, quero continuar estudando, prova no domingo, estou na iminência de um noivado e tenho um namorado procrastinador que quer casar-mas-não-quer-casa-decente. Estou em um  apartamento provisório e de pernas para o ar, impessoal e que não me faz sentir que tenho um lar para chamar de meu.

Lar… sem mais comentários pois estou com uma p. saudade da minha mãe, do Juca (meu gato siamês) e da arrumação materna da minha casa em Vitória.

E para piorar ele (o namorado procrastinador) deixou passar 3 semanas e nada de pintar o cafofo apartamento para torná-lo mais simpático e habitável. Sempre adiando. Nada de colocar aqueles instrumentos sem utilidade à venda. Nada de encaixotar nada. Nada de procurar caixas de papelão para deixar espaço livre. Nada de lixar a parede que está para ser lixada há 15 dias. Nem tintas nem pincéis. Nada.

Eu mal comecei a brincar de casinha e já estou desanimada. Vontade de chorar,  terminar a brincadeira, ir para minha casa de verdade e pedir colo da minha mãe.

Tchau diário,

amanhã tem mais.

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Onde o coração está

A grande tristeza do meu coração é querer ensinar pessoas e não poder. Ao menos não por enquanto. É tão vergonhoso assim querer lecionar? Santo Deus, isso não entra na minha cabeça.

Sobre quando precisamos da justiça.

Eu deveria publicar isso apenas no dia 21/04, quando de fato isso aqui teria mais sentido. Todavia,  já faz alguns dias em que ando com o coração apertado, pegando no sono após, por lágrimas, ter meu travesseiro empapado e enchendo de lágrimas meus olhos quando começo a refletir sobre isso na ida e volta do trabalho, pois é o tempo em que consigo parar. Lembrando que ninguém é obrigado a  ler um verdadeiro muro das lamentações alheio neste blog. Mas as vezes  saber a dor do outro e compartilhar dela pode de alguma maneira, nos confortar diante das infelicidades da vida. Então, se você é uma dessas pessoas, sinta-se abraçada por mim.

Há quase 1 ano atrás perdi meu pai em um acidente bobo de trânsito. Ele não resistiu por uma hemorragia interna. O acidente foi causado por um carro que avançou  sinal vermelho em plena BR 101, no perímetro urbano.  Hoje, ainda estamos aqui esperando que a pessoa responsável pela morte do meu pai seja chamada à justiça, para assumir a sua responsabilidade.

Tenho plena consciência, que crimes de trânsito como esse, não dão cadeia em nosso país. Não tenho nenhuma expectativa em relação à isso. A minha única angústia se sustenta na minha necessidade de ver aquela pessoa, ter a sua vida afetada de alguma maneira, assim como a minha foi, em razão da sua atitute completamente irresponsável ao segurar um volante. Porque algumas pessoas que ao segurar um, se sentem como verdadeiros deuses da velocidade e se transformam na realidade, em um bando de animais.

Não é justo que apenas a minha vida e a da minha família sejam as únicas afetadas nessa história. Não é justo que apenas nós paguemos um preço por um ato irresponsável, quando sequer o cometemos. É doloroso lembrar de meu pai e ver que após 1 ano, aquele ser que lhe tirou a vida, ainda está por aí, achando que se deu bem no fim da história. Que em nosso país a Justiça não funciona.

Não sei por quanto tempo terei que esperar para ver o responsável ser chamado a responder por seus atos. Entretanto, sei que essa cena, faço questão de ainda poder assistir. Para o dia chegar, tempo. Para aguentar o tempo, paciência. Misturado a tudo isso, dor e saudade.

Argruras do amor

Tem dias que consegue me fazer odiá-lo com a mesma intensidade em que o amo, tamanho o aborrecimento. Tênue linha.

Isso me faz infeliz.

Aquilo que eu sou

Ás vezes fico me questionando acerca do meu jeito de ser. E sinceramente me pergunto se isso que eu sou, de fato, é o bastante. Me pergunto se não me falta nada como…

…um pouco mais de ousadia? um pouco mais de desencanação? ou pouco menos de responsabilidade? um pouco menos de preocupação? um pouco menos normal? menos comum? Menos transparente?

Eu não sei, tem dias que me sinto como o nada.  Exatamente como aquilo que ninguém vê, e portanto, ninguém pode se encantar.

Conselhos

Conselhos de uma amiga…

Faça-se compreender como ser humano. E não como uma fortaleza que aguenta porrada e não esmorece. Você está machucada e você quer e precisa de um pouco mais.

Reflexões do amor

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Quem disse que conviver com pessoas seria fácil? Quem disse que conviver comigo mesma seria simples? Quem disse que compreender você sempre seria tarefa fácil?

Quem disse que nós concordaríamos o tempo todo? Quem disse que a convivência seria sempre harmoniosa? Quem ousou mentir ao dizer que não haveriam lágrimas? Ou mesmo sugerir que não surgiriam mágoas?

Ou que a tristeza jamais bateria em nossa porta?

O amor que sempre esteve ali, desde o começo, não garante que as mudanças não afetem a vida em comum.

Não existem contos de fada pequena menina…a fada madrinha foi embora.

E os amores imperfeitos são a flores dessa estação...


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