Archive for the 'Pessoal' Category

;)

Como em meu último post a coisa estava bem feia e triste, achei que era minha obrigação vir até aqui e dizer, um ano depois, que estou bem e sobrevivi!

Não que alguém tenha perguntado ou se importe, maaaaas, não achei honesto deixar uma mensagem triste dessas como a última deste blog. Prefiro fazer a Poliana e jogar o jogo do contente, com a diferença que hoje estou contente de verdade 😉

Há um ano atrás chutei o pau da barraca, disse tudo que estava engasgado, bati portas, gritei o que tinha que gritar e fiz a louca. Funcionou.

Nada mais libertador fazer a louca de vez em quando.

Pensem com carinho nisso.

Amadurecendo e aprendendo a ser gente.

Eu tenho uma teoria de que as pessoas começam a ficar velhas quando passam a gostar do bombom de fruta que sempre sobra na caixa. E não porque sobrou e só existe aquela fonte de chocolate, mas porque de fato, como um milagre da natureza, você passou a gostar do sabor da banana misturada ao chocolate. E considere que em geral crianças detestam isso, só os adultos comem. 😛

Eu me considero adulta porque eu sempre como esses bombons, rsrsrs. E aliado à isso, comecei a me arrepender por ter magoado algumas pessoas na vida. Isso só pode ser assim porque estou ficando velha. 😛 Afinal, aos 17, por mais que tentasse ser uma boa cristã, eu não media minhas palavras e arregaçava mesmo. Acho que chateei muita gente. Bom, é… tenho certeza.

Agora, enxergando melhor algumas coisas (porque eu ainda continuo míope, só que estagnada), me pergunto se eu realmente precisava ter sido tão malvadinha, ainda que sem perceber. Ainda que não tenho sido de propósito. Talvez por pura falta de jeito ou de alternativa. Ou imaturidade, não sei ao certo.

Não estou escrevendo sobre isso só por causa do balanço de final de ano, na realidade tenho feito essa reflexão há alguns meses. E porque antes de mais nada, acredito que podemos evoluir, crescer e nos tornar pessoas melhores, especialmente ao lidar com o outro.

Não sei se a vida vai me permitir encontrar com as pessoas a quem magoei  para que eu possa pedir desculpas. Talvez nem seja necessário tudo isso. Talvez basta que eu mesma reconheça que errei por muitas vezes, e magoei tantas outras e diga em pensamento: desculpe. E depois me perdoar também, afinal, eu vivo me cobrando demais por perfeição.

E depois disso, passar a viver e ser ainda mais feliz. Mesmo porque, nessa estrada não vivemos apenas para magoar as pessoas, parte também é dedicada a trazer mais alegria e fazê-las um pouquinho mais felizes, ainda que por breves momentos.

E que venha 2011!

Vamos que vamos 😀

O cuidado do Pai

Eu tenho algumas histórias pessoais para contar sobre um versículo específico da Bíblia, que parece me perseguir desde os meus 18 anos. Quando digo perseguir, não levem pelo aspecto negativo, na verdade é que esta passagem sempre aparecia assim, quase do nada e prendia minha atenção.

Certa vez estava na fila do ônibus em um terminal urbano mergulhada em meus pensamentos sobre a minha vida, enquanto o coletivo não chegava. Estava bastante angustiada e preocupada com relação ao meu futuro, sem saber o quê fazer e qual caminho exatamente seguir. Já tinha abandonado um curso em uma universidade federal por não ter me adaptado, estava sendo chamada de louca por um monte de colegas por ter decido abandonar o curso e estava novamente naquela vida ingrata de pré-vestibular e tendo que fazer novas escolhas. Enfim, aquela fase chata no qual todo mundo (ou quase) passa. Agoniada e pedindo a Deus orientação, lá eu fiquei parada na fila.

Comecei a reparar nas banquinhas ao meu redor coberta de bugigangas à venda, guloseimas, salgadinhos e afins. E fiquei pensando como conseguiam pendurar tanta coisa em uma barraca só. De repente, observo bem no cantinho superior da porta de uma barraquinha,  meio escondida, uma daquelas plaquinhas adesivas em auto-relevo com a seguinte mensagem: “Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele o fará.” Salmo 37, 5. Fiquei meditando naquelas palavras um bom tempo e meu coração sorriu. E me senti mais confiante em saber que no momento certo, saberia fazer minha escolha mais acertada conforme a sabedoria divina.

Não pensem que não estudei e nem fiz minha parte. Pelo contrário, me dediquei dentro das minhas possibilidades. Entrei na faculdade, fiz um excelente curso, pelo qual sou apaixonda e tive um aproveitamento excelente. E hoje sou uma profissional. E claro, enfrento as novas dificuldades e desafios que surgem em função disso.

Estou em período de provas novamente, me sinto em um vestibular profissional. Ansiedade nesses momentos é normal, já me acostumei a lidar com este fato e tenho me segurado bem na medida do possível. Daí que no dia de finados fui ao cemitério prestar homenagem ao meu pai e no meio do caminho pelo jardim do local, encontrei com uma senhorinha sorridente distribuindo folhetos (e conforto aos outros), que me entregou um. Dei uma olhada rápida e vi que era de uma igreja e tinha letras grandes azuis, logo em seguida guardei em minha bolsa e esqueci por lá.

Dia seguinte, após uma visita a um dos meus vários locais de prova, encontrei uma professora da faculdade e peguei carona com ela. Conversamos sobre essa etapa complicada na vida profissional, de escolhas, do começo de carreira. Enquanto isso remexi em minha bolsa procurando meu celular e eis que encontro o folhetinho com letras azuis. Foi então que parei para ler, as letras brancas menores, logo abaixo das azuis, que diziam o seguinte: “Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele o fará.” Salmo 37, 5.

Há quem diga que é mera coincidência. Mas para quem tem fé, isso é apenas uma das  pequenas provas do cuidado de Deus para com seus filhos e suas angústias e aflições.

 

Guardei o folheto em minha bolsa, e mais uma vez meu coração sorriu. ^^

Brincando de casinha

Querido Diário:

Alguns dias são ingratos. Eu sou uma pessoa que precisa evoluir, especialmente no que ser refere à ter paciência. Esqueça, eu não fui agraciada com essa virtude ao nascer. E meu Paizinho, em sua infinita bondade, visando me tornar alguém menos pior melhor colocou em minha vida íntima, pessoas procrastinadoras e inertes demais. Ou apenas sossegadas. Sendo mais legal, pessoas “relax”.

O fato é que eu me empolgo, estresso fácil, sou ansiosa e gosto de ver as coisas acontecerem ao meu redor. E depender do outro para algo acontecer pode ser algo muito desgastante para esta pobre pessoa que vos escreve. Tudo isso faz parte da minha realidade atual: quero um emprego, quero continuar estudando, prova no domingo, estou na iminência de um noivado e tenho um namorado procrastinador que quer casar-mas-não-quer-casa-decente. Estou em um  apartamento provisório e de pernas para o ar, impessoal e que não me faz sentir que tenho um lar para chamar de meu.

Lar… sem mais comentários pois estou com uma p. saudade da minha mãe, do Juca (meu gato siamês) e da arrumação materna da minha casa em Vitória.

E para piorar ele (o namorado procrastinador) deixou passar 3 semanas e nada de pintar o cafofo apartamento para torná-lo mais simpático e habitável. Sempre adiando. Nada de colocar aqueles instrumentos sem utilidade à venda. Nada de encaixotar nada. Nada de procurar caixas de papelão para deixar espaço livre. Nada de lixar a parede que está para ser lixada há 15 dias. Nem tintas nem pincéis. Nada.

Eu mal comecei a brincar de casinha e já estou desanimada. Vontade de chorar,  terminar a brincadeira, ir para minha casa de verdade e pedir colo da minha mãe.

Tchau diário,

amanhã tem mais.

Carboidratos & Serotonina

Olá queridos e amados, eu voltei. Voltei formada na faculdade. Colei grau quinta-feira passada. Mas como ainda sou uma formada-desempregada (por pouco tempo, pois tenho planos malévolos de dominação mundial), agora possuo mais tempo disponível para exercitar, digamos, meu ócio criativo.

Bobagem, o fato é que estou um posso de ansiedade e em menos de 1 semana em casa não vejo a hora de pegar meu caminho da roça-de-todo-santo-dia e trabalhar. Porém, paciência é uma virtude que preciso cultivar, então, estou começando acreditar que todo tempo de espera nessa fase se faz um pouco (só um pouco!) necessário. Enquanto isso eu surto um pouco com a minha ansiedade e viro aloca dos carboidratos. Todo pão, torrada, barrinha de cereal, biscoito maisena, vira alvo fácil de ataque. E não existem fibras solúveis e insolúveis que me bastem para saciar o monstro que atualmente habita meu estômago. Que caos, é o vazio interior, meus caros.

Sem contar as trocentas mil decisões que preciso tomar. Meu cérebro tem clamado por piedade e serotonina, acima de tudo. Preciso providenciar grão-de-bico para evitar problemas maiores, como uns quilinhos a mais no futuro. Tomar vergonha nessa minha cara sem-vergonha e começar a caminhar e me mexer, para gastar as energias acumuladas. E ler, e voltar a pintar, como antes. Além de procurar emprego, hehehe, claro.

Bem, toda essa minha ladainha lamurienta aqui, na realidade,  serve apenas para avisar que voltei para o meu blog pessoal. Que a princípio serviria de diário, mas ai ai, prefiro dizer que aqui voltou a ser o lugar onde venho contar minhas peripécias do cotidiano, e tudo o  mais que vai acontecer daqui para frente, nessa nova etapa. Ainda que eu não esteja tão fresca assim. Enfim, espero que alguém fique por aqui me acompanhando, nesse meu folhetim romântico, ehehehehe hehehhehe.

Besos!!! 😀

Argruras do amor

Tem dias que consegue me fazer odiá-lo com a mesma intensidade em que o amo, tamanho o aborrecimento. Tênue linha.

Isso me faz infeliz.

Aquilo que eu sou

Ás vezes fico me questionando acerca do meu jeito de ser. E sinceramente me pergunto se isso que eu sou, de fato, é o bastante. Me pergunto se não me falta nada como…

…um pouco mais de ousadia? um pouco mais de desencanação? ou pouco menos de responsabilidade? um pouco menos de preocupação? um pouco menos normal? menos comum? Menos transparente?

Eu não sei, tem dias que me sinto como o nada.  Exatamente como aquilo que ninguém vê, e portanto, ninguém pode se encantar.


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