Archive for the 'Opinião' Category

Reflexões da vida adulta feminina

Vou dizer algumas coisas, que jamais ousei sonhar dizer nessa minha humilde vida, mas vou dizer…

1 – Perfeição demais irrita e gente acomodada também;

2 – Você só descobre o quanto a educação que recebeu dos seus pais influenciam suas atitudes depois que sai da casa deles;

3 – Que tem gente que confunde amor e cuidado com frescura e excesso de proteção;

4 – Que a cada ano que passa você fica mais parecida com a sua mãe;

5 – Que um homem, bem lá no fundo, sempre espera que você aja como se fosse a mãe dele;

6 – E que essa expectativa tira qualquer mulher do sério;

7 – Que é muito feio gente que trata marmanjo como se fosse bebê, falando de forma infantilizada;

8 – Que mulheres que só tem filhos homens são as verdadeiras responsáveis por criar os machistas da sociedade;

9 – Que ter filhos pode ser bom, mas é uma grande responsabilidade e…

10 – … que devemos criá-los para o mundo, prepará-los para a vida de cão lá fora, para que saibam se defender e não se transformem marionetes na mão dos sem caráter;

E que fazer isso também é uma grande prova de amor.

Amadurecendo e aprendendo a ser gente.

Eu tenho uma teoria de que as pessoas começam a ficar velhas quando passam a gostar do bombom de fruta que sempre sobra na caixa. E não porque sobrou e só existe aquela fonte de chocolate, mas porque de fato, como um milagre da natureza, você passou a gostar do sabor da banana misturada ao chocolate. E considere que em geral crianças detestam isso, só os adultos comem. 😛

Eu me considero adulta porque eu sempre como esses bombons, rsrsrs. E aliado à isso, comecei a me arrepender por ter magoado algumas pessoas na vida. Isso só pode ser assim porque estou ficando velha. 😛 Afinal, aos 17, por mais que tentasse ser uma boa cristã, eu não media minhas palavras e arregaçava mesmo. Acho que chateei muita gente. Bom, é… tenho certeza.

Agora, enxergando melhor algumas coisas (porque eu ainda continuo míope, só que estagnada), me pergunto se eu realmente precisava ter sido tão malvadinha, ainda que sem perceber. Ainda que não tenho sido de propósito. Talvez por pura falta de jeito ou de alternativa. Ou imaturidade, não sei ao certo.

Não estou escrevendo sobre isso só por causa do balanço de final de ano, na realidade tenho feito essa reflexão há alguns meses. E porque antes de mais nada, acredito que podemos evoluir, crescer e nos tornar pessoas melhores, especialmente ao lidar com o outro.

Não sei se a vida vai me permitir encontrar com as pessoas a quem magoei  para que eu possa pedir desculpas. Talvez nem seja necessário tudo isso. Talvez basta que eu mesma reconheça que errei por muitas vezes, e magoei tantas outras e diga em pensamento: desculpe. E depois me perdoar também, afinal, eu vivo me cobrando demais por perfeição.

E depois disso, passar a viver e ser ainda mais feliz. Mesmo porque, nessa estrada não vivemos apenas para magoar as pessoas, parte também é dedicada a trazer mais alegria e fazê-las um pouquinho mais felizes, ainda que por breves momentos.

E que venha 2011!

Vamos que vamos 😀

Dos supostos “doutores” e afins.

Olha, acho que ao longo de toda a história do meu blog pessoal, falar mal das pessoas nunca foi um tema que me despertou interesse. Não que eu seja santa e nunca tenha feito algo semelhante na vida (hipócritas de plantão que me perdoem, mas vocês não enganam a ninguém com essa pose de imparcialidade com relação aos outros), mas é que eu nunca achei legal fazer isso aqui. Tem tanta coisa mais interessante e legal para escrever né? Ainda que sejam só meus draminhas pessoais, hehe. 😀

Mas, tem coisas que me irritam em algumas pessoas (e não me venham com aquela conversinha mole de que “no fundo é inveja, sua mal-amada…” pois eu sou muito bem amada meus caros, graças e amém!). Assim como certas coisas em mim devem irritar muita gente por aí. Faz parte da convivência em sociedade. Impossível é agradar a gregos e troianos (como sou clichê…). Tudo bem, pouco importa agora.

O que importa mesmo caros amigos, é ser humilde, pois de vez em quando faz bem a saúde e a imagem pessoal. Ai como enche o saco ver a área de saúde (sim, eu também faço parte da massa) se “endeusando” por aí. Você tem doutorado? Não? Então por quê diacho você se intitula de doutor? É mestre em alguma coisa? Também não… Especialista? Não.. Então você é um bacharel. Ok? Use o seu título de bacharel, daquela profissão “x” e seja feliz, até alcançar patamares mais elevados, para aí sim se autointitular (escrevi certo? a palavra existe?) de doutor, mestre, especialista, enfim. É importante ter conteúdo (não signfica que você vai saber tudo também) antes de pregar algo que você ainda não amadureceu o suficiente para ser.

Infelizmente, pela nossa própria cultura, basta vestir branco, um jaleco ou conhecer as leis (leia-se advogados), que grande parte das pessoas acabam por proclamar o título de “doutor” ao indivíduo quase que automaticamente. Herança cultural, fazer o quê? Já aconteceu comigo durante consultas e sou compreensiva, por vezes é uma forma carinhosa do paciente demonstrar gratidão, respeito e uma certa admiração por você cursar uma faculdade e tal, considerando que muitos mal são alfabetizados nesse nosso Brasil-sil.

Mas não têm como fugir, o dicionário, sábio, sempre nos diz: doutor – sm (lat doctore) 1 Aquele que recebeu supremo grau em uma faculdade universitária.

Que tal tornar-se um profissional mais modesto e honesto? Não vai diminuir em nada o real valor de cada um. E citando um doutor de verdade, em um post mais antigo:

“Senhores.

Doutor é apenas quem faz doutorado. E isso vale também para médicos, dentistas, etc, etc. A tradição faz com que nos chamemos de doutores. Mas isso não torna doutor nenhum médico, dentista, veterinário e, mui especialmente, advogados. Falo com sossego.

Afinal, após o meu mestrado, fui aprovado mais de quatro vezes em concursos no Brasil e na Europa e defendi minha tese de Doutorado em Direito Internacional e Integração Econômica na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Aliás, disse eu: tese de Doutorado!.Esse nome não se aplica aos trabalhos de graduação, de especialização e de mestrado. E nenhuma peça judicial pode ser chamada de tese, com decência e honestidade.

Escrevi mais de 300 artigos, pareceres (não simples cotas), ensaios e livros. Uma verificação no site eletrônico do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq) pode compravar o que digo. Tudo devidamente publicado no Brasil, na Dinamarca, na Alemanha, na Itália, na França, Suécia, México. Não chamo nenhum destes trabalhos de tese, a não ser minha sofrida tese de Doutorado. (…)

(…) Os profissionais, sejam quais forem, têm de ser respeitados pelo que fazem de bom e não arrogar para si tratamento ao qual não façam jus. Isso vale para todos. Mas para os profissionais do Direito é mais séria a recomendação.

Afinal, cumprir a lei e concretizar o Direito é nossa função. Respeitemos a lei e o Direito, portanto; estudemos e, aí assim, exijamos o tratamento que conquistarmos. Mas só então.”

Ficou mais claro assim?

Quem quiser ler o post da citação acima na íntegra, o link:

por Marco Antônio Ribeiro Tura

Balde de água fria

Mas não tem problema, cedo ou tarde, aprendo a não deixar ninguém tirar o brilho da minha festa, a alegria do meu dia e o sorriso dos meus lábios. Absolutamente ninguém. E tenho dito.

Feliz Natal!

Antes que o momento passe…


Quando eu era criança nessa época o cheiro predominante na minha casa era de algo sendo assado no forno, panetones recém-fatiados, da calda de açúcar fervendo com ameixas que minha mãe fazia… os ruídos das cascas de castanhas sendo quebradas pelo meu pai e algumas em seguida trituradas. Panelas sendo abertas e colheres batendo em suas bordas. Porta de geladeira abrindo e fechando a todo momento pelos meus irmãos. Uvas, pêssegos e ameixas frescas passando para lá e para cá.

Natal, sem dúvida, na minha vida é um momento totalmente nostálgico. Esse ano sem dúvida, vai ser mais nostálgico ainda, porque tantas pessoas se foram e infelizmente não estarão mais aqui, presentes nesta noite. Há um sentimento de saudade misturado à tristeza que por si se confunde com o sentimento de que seguir em frente é preciso.

Nunca em toda minha vida um Natal me trouxe tantas lembranças e tantas saudades. E eu desejo, sinceramente que o Deus que se fez homem e que vai nascer de novo para todos nós que acreditamos, preencha exatamente o impreenchível vazio do meu coração, como só Ele é capaz de fazer. Como só Ele é capaz de compreender. Como só Ele é capaz de abrandar. Como só Ele é capaz de confortar. Como só Ele é capaz de encher de amor.

Queridos, meu coração de fato está triste e com saudades. Mas ainda sim ele é perseverante no desejo por dias de alegria. Desejo a quem passar por aqui um Natal repleto do amor de Jesus e que este amor permaneça ao londo de todos os outros dias, que adentrarão o novo ano.

Feliz Natal!

E lá vamos nós!

mulher-maravilha

Lendo um post do blog  B.I. Internacional sobre o espaço da mulher dentro das empresas e do mercado de trabalho em geral, me atentei para alguns trechos que recortei e coloquei por aqui. O post na íntegra está no blog e é muito bom.

Estatísticas recentes indicam que os homens continuam tendo mais oportunidades de trabalho e melhores salários, com ou sem crises. E se de um modo geral as oportunidades de trabalho diminuíram para ambos os sexos nos níveis inferiores de renda, principalmente por falta de capacitação e treinamento, nos níveis médio e superior, o poder econômico das mulheres cresceu muito. A mulher já representa, nos Estados Unidos, metade da força de trabalho (48%) e, enquanto houve uma retração em torno de 7% para salários masculinos, houve um aumento em torno de 11% para as mulheres nos últimos anos. E as mulheres capacitadas e bem preparadas já constituem o segmento mais crescente da sua força de trabalho. E embora se diga que mais mulheres estão trabalhando para aumentar a renda familiar, são nas famílias de renda mais alta que isso ocorre com mais frequência. Há cerca de 30 anos, quanto mais alto o salário do marido, menor era a chance da mulher trabalhar.

(…)

Mas vejamos quais as características femininas que parecem contribuir para um espaço crescente nas empresas e quais as maiores dificuldades que as mulheres encontram nessa caminhada.

MULHERES

capacidade de relacionamento com os outros, de cuidar e se preocupar com os outros;
• dependência/interdependência (o que você quer que eu seja para você/o que eu posso para mim mesmo);
• capacidade de amor, amizade e troca;
• ser mãe e assumir esse papel;
perceber os sentimentos e humores dos outros;
ter família e carreira;
• especialização de papéis na família: dona de casa e envolvimento com filhos; (em muitos casos também provedora)
• relatividade de julgamentos morais (em função de alternativas);
• pensamento contextual

HOMENS

• capacidade de autonomia pessoal;
• independência (o que eu quero ser fazer para, por e com você);
• capacidade de amor;
• amizade e interesse comunitário;
• ser agressivo, ter sucesso, realizar;
carreira e autonomia de trabalho;
•    papel na família: provedor (em alguns casos donos de casa e envolvimento c/filhos)
•    julgamento moral em termos absolutos (certo ou errado);
•    pensamento formal

Os homens lutam para preservar a independência e evitar o fracasso. Utilizam relacionamentos e conversas como meios para troca de informações (papo – informação). Estabelecer uma rede de conexões e até de amizades é um meio de se manter posicionado, não ficar para trás. As hierarquias são estabelecidas através de competições por poder e autoridade. A habilidade de formatar um modelo acurado de si mesmo e operá-lo eficientemente, que é a inteligência intrapessoal é mais próprio do homem.

As mulheres lutam para preservar a intimidade dos relacionamentos, evitar o isolamento, formar uma rede de apoio e atingir consenso. Conversas são maneiras de estabelecer relacionamentos (papo- relação). Flexibilidade, criar empatia, capacidade de delegar, capacidade de relacionamento com e de motivação de pessoas, compartilhar fazem parte da mulher. A habilidade de entender o outro para poder trabalhar em cooperação, que é a inteligência interpessoal faz parte da mulher.

A formação profissional essencial para qualquer papel que venha a assumir poderá ser mais ou menos intensa, dependendo da posição almejada, mas requisitará esforço e empenho e não irá diferir da dos homens almejando posições semelhantes. A competição irá envolver capacitação e empenho. Terá de ser conquistada pelo seu valor.

Viram só meninas? Como as coisas realmente funcionam? Gostei muito das características das mulheres, descritas pela texto. Achei extremamente fiéis em relação à maneira como nós mulheres lidamos, não só com o mercado de trabalho, mas também com nossas relações pessoais. No texto em questão, essas características são descritas até como positivas para o trabalho, mas por diversas vezes, até no relacionamento pessoal isso pode ser algo negativo. Pelo menos no meu ponto de vista.

Quando comparei tais características entendi exatamente porque surgem tantos conflitos nessa relação homem e mulher. Porque vai ser assim tão diferentes um do outro em outro lugar! Só complicação.

Porém, independente disso é bom que os homens se cuidem e comecem a aprender um pouquinho com o exemplo das mulheres, porque em matéria de empenho, dedicação e cuidado com o outro, as mocinhas ultimamente têm dado um banho nos rapazes.


Da existência…

Acreditem,  as pessoas que vivem em função de provar a inexistência de certas coisas, bem como tentar convencer os demais a desacreditarem nisto também, certamente se sentem muito incomodadas com a presença real daquilo que elas julgam inexistente.

Por qual razão eu penso desta maneira?

Bem, aquilo no qual eu não acredito, não me incomoda. É indiferente a mim. Só as coisas nas quais acredito de fato, conseguem me incomodar, ou mexer em meu íntimo de alguma forma.

Aquele que diz não acreditar em Deus e adora atacar a fé daqueles que acreditam, tentando convencê-los do contrário por meio de comentários indigestos, em minha opinião, parece não estar muito seguro do que acredita. Para ele  Deus não existe, então lhe bastaria  ter a certeza disso. Para quê copiar a estratégia de ação exclusiva de Deus ao tentar “evangelizar as pessoas” com a certeza dele? Será que nem nesse aspecto esta pessoa consegue ser inovadora?

Deixa-se  incomodar demais, por algo, que para ele, simplesmente não existe. Então, se Deus não existe, por que se dá ao trabalho de se incomodar?

Se Deus, de alguma maneira, é algo que te incomoda, caro amigo,  pode acreditar, Ele existe de alguma maneira ou de outra para você.

E isso é tão fantástico! 🙂


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