Archive for the 'Humpf!' Category

Brincando de casinha

Querido Diário:

Alguns dias são ingratos. Eu sou uma pessoa que precisa evoluir, especialmente no que ser refere à ter paciência. Esqueça, eu não fui agraciada com essa virtude ao nascer. E meu Paizinho, em sua infinita bondade, visando me tornar alguém menos pior melhor colocou em minha vida íntima, pessoas procrastinadoras e inertes demais. Ou apenas sossegadas. Sendo mais legal, pessoas “relax”.

O fato é que eu me empolgo, estresso fácil, sou ansiosa e gosto de ver as coisas acontecerem ao meu redor. E depender do outro para algo acontecer pode ser algo muito desgastante para esta pobre pessoa que vos escreve. Tudo isso faz parte da minha realidade atual: quero um emprego, quero continuar estudando, prova no domingo, estou na iminência de um noivado e tenho um namorado procrastinador que quer casar-mas-não-quer-casa-decente. Estou em um  apartamento provisório e de pernas para o ar, impessoal e que não me faz sentir que tenho um lar para chamar de meu.

Lar… sem mais comentários pois estou com uma p. saudade da minha mãe, do Juca (meu gato siamês) e da arrumação materna da minha casa em Vitória.

E para piorar ele (o namorado procrastinador) deixou passar 3 semanas e nada de pintar o cafofo apartamento para torná-lo mais simpático e habitável. Sempre adiando. Nada de colocar aqueles instrumentos sem utilidade à venda. Nada de encaixotar nada. Nada de procurar caixas de papelão para deixar espaço livre. Nada de lixar a parede que está para ser lixada há 15 dias. Nem tintas nem pincéis. Nada.

Eu mal comecei a brincar de casinha e já estou desanimada. Vontade de chorar,  terminar a brincadeira, ir para minha casa de verdade e pedir colo da minha mãe.

Tchau diário,

amanhã tem mais.

Balde de água fria

Mas não tem problema, cedo ou tarde, aprendo a não deixar ninguém tirar o brilho da minha festa, a alegria do meu dia e o sorriso dos meus lábios. Absolutamente ninguém. E tenho dito.

Dia do saco cheio

Depois de duas noites dormindo mal e acordando de tempos em tempos sabe-se lá por qual razão, eu cheguei ao estado real de mau-humor. E sem qualquer vontade de apontar para a boa e velha tpm como a culpada. Pobrezinha, vou deixá-la em paz.

Como eu não quero abusar da paciência e compreensão de ninguém em função disso, vou lançar hoje o dia do saco cheio neste blog, de maneira que vou poder deixar explícita toda minha intolerância de forma virtual. Soltar o verbo sem culpa alguma. Afinal, é apenas um post. Em meu blog. Um blog pessoal, antes de qualquer coisa.

Funciona da seguinte maneira: “só por hoje, não vou fazer nada que eu não queira, porque eu estou de saco cheio.”

Agradecer um comentário? Não, estou de saco cheio.

Dar passagem para o coleguinha no ônibus? Não, estou de saco cheio.

Ser simpática com estranhos? Não, estou de saco cheio.

Engolir sapos até o estômago virar um brejo? Não obrigada, estou de saco cheio.

Aguentar gente ingrata que só sabe reclamar no meu ouvido? Não, de saco cheio…

Se dividir em 20 ao mesmo tempo para agradar e não magoar ninguém e ainda falarem mal de você? Não, de saco cheio…

Aguentar gente que só faz pose e cara de inteligente mas sem conteúdo algum? Não, obrigada, eu passo porque estou de saco cheio.

Ouvir palavras que ferem e magoam sem merecer? Não obrigada, não tenho mais saco vazio para isso…

Gente fria, estranha e esquisita? Não, estou de saco cheio.

Ficar acordada até mais tarde? Não, hoje eu passo o meu saco encheu…

Dor de cabeça? Saco cheio…

Quer me dizer que eu estou estressada e/ou de tpm? Ah, não venha encher meu…! Enfim, ainda precisa dizer?

P.S: não, não sou uma rebelde sem causa.

P.S.1: não, não sou uma adolescente.

P.S.2: não, não sou uma mulher-problema e nem tenho cabelo pintado de vermelho.

O calo dói aqui, óh!


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Pedindo licença para soltar os cachorros, pode? Antes de me taxar de alterada, fora da razão, insana e fora do meu juízo perfeito, preste bem atenção: isto é um desabafo. Logo, isso significa que: tenho passado por dias difíceis. Portanto, guarde seus pré-julgamentos para um momento menos inoportuno. E deixe-me fazer minha tempestade pessoal no copo d’água à vontade, por favor. Sugestões de como sair do poço são bem-vindas, muito obrigada. Críticas quanto a minha possível excentricidade, por gentileza, guarde-as com você. Afinal, cada um sabe exatamente onde seu próprio calo dói mais.

Querido Diário: 

Olha, dormir tarde e acordar cedo é uma lástima, sabe? Ter olheiras e um aspecto de urso panda na manhã seguinte é algo que nem um corretivo que se preze consigue melhorar. Mas o crítico é dormir de madrugada por ter que fazer um trabalho que não é seu, e descobrir, no dia seguinte, que foi tudo em vão. É um sentimento de injustiça, ira e vontade de pegar o indivíduo pelo pescoço à sua frente, quase incontrolável. E o pior é confrontar a dura realidade e perceber que você deve se controlar, mesmo diante de comentários irônicos. E claro, tentar manter seus olhos abertos antes que durma de vez.

Final de período também é uma coisa complicada para pessoas dedicadas sabe? Quem não estuda, não se estressa, essa é a grande verdade. Agora quem estuda meu bem, tem radicais livres para dar e vender na corrente sanguínea devido ao constante estado de stress. Tenho me sentido um radical livre ambulante esses dias: encoste em mim e todas suas células teciduais sairão lesadas. Acho que vou sair reagindo à tudo até ver se consigo adquirir minha estabilidade. Por enquanto, ainda tenho elétrons desemparelhados.

Dureza é receber a notícia de um rombo no seu orçamento por despesas médicas. Dá vontade de chorar na frente do médico toda vez que ele fala em custos. E piora ainda mais, quando você percebe que a sua vida estressante ali de cima, contribui em muito para piorar seu estado agora. E a longo-prazo. E dói ainda mais quando você tem conhecimento na área porque estuda o assunto. Ou seja, saber das coisas de vez em quando é chato. Por vez ou outra, meio cruel.

Não ter tempo para fazer as unhas e cuidar de você também é ruim sabe? Mas prometo não lançar a moda-zé-do-caixão por aí. Dureza é querer ter férias e esperar por 2 semanas intermináveis para se livrar de um periodozinho encardido. Dureza é querer poder estar trabalhando para cuidar da suas despesas e ainda não estar trabalhando. Dureza é não saber o quê fazer e como fazer para achar a melhor solução para as dificuldades. E adiar planos, porque afinal, dinheiro não dá em árvore.

Insuportável ver desonestidade. Gente querendo puxar o tapete, passar a perna, sacanear e seja lá qual for o melhor termo para usar com quem quer se dar bem passando por cima do outro. Quase impossível tem sido ser tolerante, segurar a impulsividade e dizer que está tudo bem. Porque, sendo o mais franca possível, não, não está tudo bem.

Eu ando saturada, eu sei.

Eu também sei que as coisas passam.

Mas não, obrigada, não quero permanecer em silêncio só para não ser taxada de ridícula-estressadinha. E ainda ter que aguentar levar na cabeça e sorrir fingindo que está gostoso.

As pessoas em geral buscam compreensão, apoio e conselhos nesses dias. Eu confesso que tenho buscado apenas a permissão de simplesmente falar o que incomoda, não esperando solução-alguma-para-coisa-alguma. Desabafar, apenas. Falar da pedra no meu sapato gasto. 

Não fique surpreso, toda mulher briga pelo direito de estar insatisfeita.

A palavra é…

procrastinação: do latim  procrastinatione, que significa  ato ou efeito de procrastinar; adiamento, delonga.  Trocando em miúdos, procrastinação é uma caca que pode melecar sua vida se você não se livrar dela o mais rápido possível. Não é exatamente uma tragédia, mas sem dúvida é uma caca. E para piorar, junto a ela temos a disfunção completa da burocracia. Fim da linha. Game over. Aí nós temos quase uma tragédia.

E se eu disser que a disfunção da burocracia acontece no setor público, aí sim temos uma tragédia de fato. Depender do setor público para fazer coisas é uma tragédia no Brasil. Para um gestor público responder uma simples entrevista para um projeto da faculdade, por exemplo. Isso porque tudo é tão complicado, que é até capaz de abrir licitação para isso também! É bem capaz, por que nesse país é moda abrir licitação até para aquilo que não precisa…

Todavia, a culpa é minha. Devia ter tomado a dianteira e controle da situação antes. Agora aguenta a procrastinação do setor público tirando uma com a minha cara.

Menos é mais…

“Dizer o indizível? O silêncio é a linguagem de Deus. A linguagem do homem é difícil, retorcida, suja, atormentada. Tudo que se escreve é apenas uma paródia do que já está escrito e ninguém é capaz de escrever.”

(Fernando Sabino, O Encontro Marcado)

Blérgh =P

 

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A implicância é  realmente incômoda. E o pior: não foi algo que partiu de mim, a princípio. Eu nunca instigo “implicanciazinhas” sem fundamento e muito menos dou margem para “provocaçõezinhas” que não levam a nada. Mas a verdade, isso ouso confessar, é que não escondo meu tédio e o fato de que por mais que tente, não consigo achar a menor graça diante de comentários.

É idiota eu sei, infantil e bobo. Minha consciência diz isso o tempo todo. Contudo, por que eu deveria tentar ser uma boa-menina-amistosa-simpática-e-agradável com quem não está disposto a ser o mesmo comigo, e eu sei, que internamente, mal me tolera por motivos infundados?

Aqui estou eu escrevendo para demonstrar o meu mais sincero desprendimento emocional em relação a coisas e/ou pessoas, bem como minha superação dessas limitações. Além disso, declarar o quanto estou engajada no crescimento das relações pessoais. Trocando em miúdos, significa que apertei a tecla “dane-se, quero que se exploda”. Tradução: eu definitivamente não faço a menor questão de ser boa-menina-amistosa-simpática-e-agradável pq não acho sensato e nada confiável. Pelo contrário, acho de procedência e intenções muito duvidosas e maldosas… Sendo mais específica, acredito que hajam terceiras, quartas, quintas, elevadas a inúmeras potências em matéria de intenções.

Por essas outras: não confio. Não abaixo a guarda. Não faço questão de ser “gente boa” e “bacaninha”. Não faço críticas. Nada de alarde. Mantenho distância. E observo em silêncio.


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