Archive for the 'direto ao ponto' Category

Reflexões da vida adulta feminina

Vou dizer algumas coisas, que jamais ousei sonhar dizer nessa minha humilde vida, mas vou dizer…

1 – Perfeição demais irrita e gente acomodada também;

2 – Você só descobre o quanto a educação que recebeu dos seus pais influenciam suas atitudes depois que sai da casa deles;

3 – Que tem gente que confunde amor e cuidado com frescura e excesso de proteção;

4 – Que a cada ano que passa você fica mais parecida com a sua mãe;

5 – Que um homem, bem lá no fundo, sempre espera que você aja como se fosse a mãe dele;

6 – E que essa expectativa tira qualquer mulher do sério;

7 – Que é muito feio gente que trata marmanjo como se fosse bebê, falando de forma infantilizada;

8 – Que mulheres que só tem filhos homens são as verdadeiras responsáveis por criar os machistas da sociedade;

9 – Que ter filhos pode ser bom, mas é uma grande responsabilidade e…

10 – … que devemos criá-los para o mundo, prepará-los para a vida de cão lá fora, para que saibam se defender e não se transformem marionetes na mão dos sem caráter;

E que fazer isso também é uma grande prova de amor.

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Brincando de casinha

Querido Diário:

Alguns dias são ingratos. Eu sou uma pessoa que precisa evoluir, especialmente no que ser refere à ter paciência. Esqueça, eu não fui agraciada com essa virtude ao nascer. E meu Paizinho, em sua infinita bondade, visando me tornar alguém menos pior melhor colocou em minha vida íntima, pessoas procrastinadoras e inertes demais. Ou apenas sossegadas. Sendo mais legal, pessoas “relax”.

O fato é que eu me empolgo, estresso fácil, sou ansiosa e gosto de ver as coisas acontecerem ao meu redor. E depender do outro para algo acontecer pode ser algo muito desgastante para esta pobre pessoa que vos escreve. Tudo isso faz parte da minha realidade atual: quero um emprego, quero continuar estudando, prova no domingo, estou na iminência de um noivado e tenho um namorado procrastinador que quer casar-mas-não-quer-casa-decente. Estou em um  apartamento provisório e de pernas para o ar, impessoal e que não me faz sentir que tenho um lar para chamar de meu.

Lar… sem mais comentários pois estou com uma p. saudade da minha mãe, do Juca (meu gato siamês) e da arrumação materna da minha casa em Vitória.

E para piorar ele (o namorado procrastinador) deixou passar 3 semanas e nada de pintar o cafofo apartamento para torná-lo mais simpático e habitável. Sempre adiando. Nada de colocar aqueles instrumentos sem utilidade à venda. Nada de encaixotar nada. Nada de procurar caixas de papelão para deixar espaço livre. Nada de lixar a parede que está para ser lixada há 15 dias. Nem tintas nem pincéis. Nada.

Eu mal comecei a brincar de casinha e já estou desanimada. Vontade de chorar,  terminar a brincadeira, ir para minha casa de verdade e pedir colo da minha mãe.

Tchau diário,

amanhã tem mais.

Dos supostos “doutores” e afins.

Olha, acho que ao longo de toda a história do meu blog pessoal, falar mal das pessoas nunca foi um tema que me despertou interesse. Não que eu seja santa e nunca tenha feito algo semelhante na vida (hipócritas de plantão que me perdoem, mas vocês não enganam a ninguém com essa pose de imparcialidade com relação aos outros), mas é que eu nunca achei legal fazer isso aqui. Tem tanta coisa mais interessante e legal para escrever né? Ainda que sejam só meus draminhas pessoais, hehe. 😀

Mas, tem coisas que me irritam em algumas pessoas (e não me venham com aquela conversinha mole de que “no fundo é inveja, sua mal-amada…” pois eu sou muito bem amada meus caros, graças e amém!). Assim como certas coisas em mim devem irritar muita gente por aí. Faz parte da convivência em sociedade. Impossível é agradar a gregos e troianos (como sou clichê…). Tudo bem, pouco importa agora.

O que importa mesmo caros amigos, é ser humilde, pois de vez em quando faz bem a saúde e a imagem pessoal. Ai como enche o saco ver a área de saúde (sim, eu também faço parte da massa) se “endeusando” por aí. Você tem doutorado? Não? Então por quê diacho você se intitula de doutor? É mestre em alguma coisa? Também não… Especialista? Não.. Então você é um bacharel. Ok? Use o seu título de bacharel, daquela profissão “x” e seja feliz, até alcançar patamares mais elevados, para aí sim se autointitular (escrevi certo? a palavra existe?) de doutor, mestre, especialista, enfim. É importante ter conteúdo (não signfica que você vai saber tudo também) antes de pregar algo que você ainda não amadureceu o suficiente para ser.

Infelizmente, pela nossa própria cultura, basta vestir branco, um jaleco ou conhecer as leis (leia-se advogados), que grande parte das pessoas acabam por proclamar o título de “doutor” ao indivíduo quase que automaticamente. Herança cultural, fazer o quê? Já aconteceu comigo durante consultas e sou compreensiva, por vezes é uma forma carinhosa do paciente demonstrar gratidão, respeito e uma certa admiração por você cursar uma faculdade e tal, considerando que muitos mal são alfabetizados nesse nosso Brasil-sil.

Mas não têm como fugir, o dicionário, sábio, sempre nos diz: doutor – sm (lat doctore) 1 Aquele que recebeu supremo grau em uma faculdade universitária.

Que tal tornar-se um profissional mais modesto e honesto? Não vai diminuir em nada o real valor de cada um. E citando um doutor de verdade, em um post mais antigo:

“Senhores.

Doutor é apenas quem faz doutorado. E isso vale também para médicos, dentistas, etc, etc. A tradição faz com que nos chamemos de doutores. Mas isso não torna doutor nenhum médico, dentista, veterinário e, mui especialmente, advogados. Falo com sossego.

Afinal, após o meu mestrado, fui aprovado mais de quatro vezes em concursos no Brasil e na Europa e defendi minha tese de Doutorado em Direito Internacional e Integração Econômica na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Aliás, disse eu: tese de Doutorado!.Esse nome não se aplica aos trabalhos de graduação, de especialização e de mestrado. E nenhuma peça judicial pode ser chamada de tese, com decência e honestidade.

Escrevi mais de 300 artigos, pareceres (não simples cotas), ensaios e livros. Uma verificação no site eletrônico do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq) pode compravar o que digo. Tudo devidamente publicado no Brasil, na Dinamarca, na Alemanha, na Itália, na França, Suécia, México. Não chamo nenhum destes trabalhos de tese, a não ser minha sofrida tese de Doutorado. (…)

(…) Os profissionais, sejam quais forem, têm de ser respeitados pelo que fazem de bom e não arrogar para si tratamento ao qual não façam jus. Isso vale para todos. Mas para os profissionais do Direito é mais séria a recomendação.

Afinal, cumprir a lei e concretizar o Direito é nossa função. Respeitemos a lei e o Direito, portanto; estudemos e, aí assim, exijamos o tratamento que conquistarmos. Mas só então.”

Ficou mais claro assim?

Quem quiser ler o post da citação acima na íntegra, o link:

por Marco Antônio Ribeiro Tura

Você não vale nada mas eu gosto de você!

Dia desses ouvindo  sobre um fato da vida amorosa de um conhecido (gossip! hehe), cheguei a conclusão de que em geral, os homens adoram uma mulher problemática. Das mais difíceis as mais lunáticas. Das mais porra-loucas (ops, desculpe o termo e onde fica plural mesmo?) e descontroladas as mais estranhas e esquisitas. E sim, vulgares, algumas vezes. Sabe, bem no estilo “você-não-vale-nada-mas-eu-gosto-de-você” (e depois não digam que o popular algumas vezes não é sábio colegas…)

Daí, que depois disso tudo e um turbilhão de emoções regadas a muitos desajustes, desacertos e murros em pontas de faca, o indivíduo se recolhe machucado, e desiste de tentar mais uma vez. Tempos depois, quando finalmente conhece alguma mulher de verdade, demora muito tempo para perceber, fica arredio e não dá chance. A velha história de aprender com os erros funciona agora e muito bem: castiga a pessoa que poderia ser a certa em função de experiências com as malditas pessoas erradas. E haja paciência de Jó da coitada que vem depois para contornar a situação, arrumar a casa , consertar os estragos, tapar buracos e esperar cicatrizar feridas. Paciência e amor… isso se o cara ainda se der a chance de ser amado.

Se a mulher é burra, eu posso até concordar que sim em alguns momentos. Mas vai ser anta e gostar de sofrer como o homem lá na esquina…

Correndo atrás do que é meu

Post longo. Se quiser ler e compartilhar meus pensamentos, legal. Vou ficar feliz. Se estiver com preguiça, sem problemas, sei como é. =D

E começou a ladainha de correr atrás daquilo que é meu…

Estou caminhando para o penúltimo semestre da faculdade e já pensando no que me aguarda em agosto, quando meu projeto de TCC será minha realidade, de fato.

Eu sempre fui do tipo preocupada-estressada-dedicada-perfeccionista-e-que-faz-trocentas-coisas-ao-mesmo-tempo-meeeeeesmo-não-tem-jeito, mas agora as circunstâncias realmente pedem para que essa minha característica seja bem aproveitada. E estou tratando de fazer meus planos.

Depois de ouvir que meu projeto inicial era realmente muito bom, lindo-maravilhoso-blá-blá-blá, MAS (sempre tem um porém antes dessa conversinha toda não é?) muito caro e não adequado para o TCC e sim para um mestrado (imagine só! heehehhe)… Tive que tirar meu time de campo e repensar em outra coisa. Fazer o quê, nem sempre fazemos aquilo que queremos, principalmente se você ainda não chegou aos 30 e poucos anos e não saiu do patamar de universitário. Leia universitário = pobre-dependente.

Então, depois de ver meu humilde sonhozinho se esfacelando, lá vou eu investir em uma idéia que não necessariamente é a minha. No entanto, sei que posso lucrar muito com ela, ehehehehhe hehehehe. 😀 Não que eu seja uma cretina-aproveitadora das idéias alheias… Nada disso, apenas aproveitei a oportunidade que me foi dada. E olha, devo dizer que, se existe algo que aprendi nesses últimos meses foi a aproveitar as oportunidades que me são concedidas.

Não, nada daquela baboseira arcadista “Carpe Diem” que  em geral as pessoas costumam usar apenas como desculpa para justificar seus atos inconsequentes, como se fosse proibido pensar no amanhã. Bobagem. Estou me referindo a aproveitar a oportunidade que lhe surge hoje, para que assim, você possa fazer bem-feito no amanhã e desfrutar um pouquinho do seu sucesso e colher bons frutos.O que há de errado nisso?

Imediatismo não funciona comigo, já desisti. Quem me conhece deve saber bem disso…

Mas, como eu ia dizendo… Resolvi aproveitar a oportunidade. Refazer minhas estratégias e planos.  E vamos ver no que vai dar. Vai ser uma jornada um pouco longa, e cansativa, no entanto, vou tentar não fazer dela um drama de novela mexicana. Esses últimos meses já apresentaram um roteiro inteirinho dedicado a esse tipo de drama, e quero me poupar um pouco disso.

Não prometo coisas impossíveis, como não surtar na TPM, não chorar quando a pressão for muito grande e não estressar porque o namorado ficou muito tempo sem viajar para me ver. Francamente, ninguém, mulher, em sã consciência, prometeria coisas absurdas como essas. 😉

Mas, prometo tentar ficar boazinha. Ser legal. Relaxar de vez quando. Tentar não levar tudo ao pé da letra (é, eu tenho problemas com isso). Ignorar algumas coisas com as quais eu geralmente me aborreço (eu disse apenas algumas coisas…), aprender a apertar a tecla dane-se, quando necessário. E claro, aprender a não esperar demais das pessoas  e assim parar de sofrer sem necessidade. Seja com com pessoas de forma geral, seja com colegas da faculdade, seja com aqueles que eu amo. E ponto final.

Vou tentar entender que, mesmo quando eu me sentir estranhamente sozinha, na realidade eu não estou só. Eu tenho a mim mesma, e antes de mais nada, tenho a Deus. Se eu tenho Ele, eu tenho tudo.
E seja o que Ele quiser. Já que estou na estrada, é bom começar a andar…

Divagaçõezinhas

engracadas (16)Não sei porquê ainda me surpreendo com a falta de generosidade das pessoas.

Não sei porquê ainda surpreendo com o egoísmo alheio.

Não sei a razão por ainda  me surpreender com a ausência de solidariedade em atitudes simples, quase cotidianas.

Quer saber?

No fundo, no fundo, sou uma ingênua abestalhada que ainda teima em acreditar que as pessoas podem ser boas sem ser por puro interesse.

Das modernidades

Ah é… Eu tinha me esquecido que boa educação está fora de moda. Na moda mesmo é ser mal-educado.

Como eu pude ser tão antiquada ?


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