Archive for the 'Blablablá' Category

Sobre o amor e a perda

“(…) Sou o som de uma única mão batendo palmas
Jogo tênis sem bola e golfe sem taco
neste jogo trocaram todas as regras,
E nunca admitem que eu estou jogando. (…)”

Sabe qual uma das piores dores do mundo? A da perda.

Você já perdeu alguém que você amava? Eu já. Algumas eu perdi porquê os desígnios dos céus resolveram levar lá para cima. Essa dor da perda, pela morte, eu sei lidar, ao menos sei como administrar bem. Agora perder alguém que vai morrendo aos poucos para você em vida… meu Deus, como essa dor vai esmagando, apertando dentro do peito. Perder assim dói.

Perder aquela pessoa que você ama para a mágoa, para o ressentimento, para a covardia, para a falta de respeito, para a rejeição, para a falta de consideração.

É tão estranho e me sinto tão vazia, apesar das lágrimas ainda não terem secado totalmente.

Eu olho para o futuro que sonhei e não vejo mais futuro. Faço um esforço para me lembrar dos meus sonhos coloridos e vejo tudo cinza. Fiz castelos na areia. E agora sou eu quem estou desmoronando. Eu me sinto tão cansada.

Onde eu estava todo esse tempo? Por quê, eu deixei me machucar tanto? Os sinais estavam ali mesmo, desde o início? Será que diziam mesmo, desde o começo, que eu jamais passaria de uma figurante na vida de alguém? De que sempre, sempre, eu estaria no último plano, que eu sempre seria a errada, que eu sempre deveria me conformar com os restos? De que sempre, em todos os momentos, sentiria na pele a rejeição e a exclusão?

Eu nunca pedi por uma escolha. Mas eu implorei por um equilíbrio.

Agora vejo o cansaço e o desânimo batendo em minha porta. E não faço absolutamente nada para impendi-los de entrar.

Dizem que o amor nunca acaba. Mas quando o ressentimento é maior que a esperança, certamente o amor já começa a querer dar seus últimos suspiros.

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Reflexões da vida adulta feminina

Vou dizer algumas coisas, que jamais ousei sonhar dizer nessa minha humilde vida, mas vou dizer…

1 – Perfeição demais irrita e gente acomodada também;

2 – Você só descobre o quanto a educação que recebeu dos seus pais influenciam suas atitudes depois que sai da casa deles;

3 – Que tem gente que confunde amor e cuidado com frescura e excesso de proteção;

4 – Que a cada ano que passa você fica mais parecida com a sua mãe;

5 – Que um homem, bem lá no fundo, sempre espera que você aja como se fosse a mãe dele;

6 – E que essa expectativa tira qualquer mulher do sério;

7 – Que é muito feio gente que trata marmanjo como se fosse bebê, falando de forma infantilizada;

8 – Que mulheres que só tem filhos homens são as verdadeiras responsáveis por criar os machistas da sociedade;

9 – Que ter filhos pode ser bom, mas é uma grande responsabilidade e…

10 – … que devemos criá-los para o mundo, prepará-los para a vida de cão lá fora, para que saibam se defender e não se transformem marionetes na mão dos sem caráter;

E que fazer isso também é uma grande prova de amor.

Tristeza sem fim =(

Foi-se o tempo em que eu realmente era importante a ponto de alguém ficar acordado um pouco mais só para poder me dizer um”oi”.

Onde foi que isso se perdeu no meio do caminho?

Saudade, muita saudade das coisas que eu já não tenho mais.

 

Só me resta lamentar e escrever.

Dos supostos “doutores” e afins.

Olha, acho que ao longo de toda a história do meu blog pessoal, falar mal das pessoas nunca foi um tema que me despertou interesse. Não que eu seja santa e nunca tenha feito algo semelhante na vida (hipócritas de plantão que me perdoem, mas vocês não enganam a ninguém com essa pose de imparcialidade com relação aos outros), mas é que eu nunca achei legal fazer isso aqui. Tem tanta coisa mais interessante e legal para escrever né? Ainda que sejam só meus draminhas pessoais, hehe. 😀

Mas, tem coisas que me irritam em algumas pessoas (e não me venham com aquela conversinha mole de que “no fundo é inveja, sua mal-amada…” pois eu sou muito bem amada meus caros, graças e amém!). Assim como certas coisas em mim devem irritar muita gente por aí. Faz parte da convivência em sociedade. Impossível é agradar a gregos e troianos (como sou clichê…). Tudo bem, pouco importa agora.

O que importa mesmo caros amigos, é ser humilde, pois de vez em quando faz bem a saúde e a imagem pessoal. Ai como enche o saco ver a área de saúde (sim, eu também faço parte da massa) se “endeusando” por aí. Você tem doutorado? Não? Então por quê diacho você se intitula de doutor? É mestre em alguma coisa? Também não… Especialista? Não.. Então você é um bacharel. Ok? Use o seu título de bacharel, daquela profissão “x” e seja feliz, até alcançar patamares mais elevados, para aí sim se autointitular (escrevi certo? a palavra existe?) de doutor, mestre, especialista, enfim. É importante ter conteúdo (não signfica que você vai saber tudo também) antes de pregar algo que você ainda não amadureceu o suficiente para ser.

Infelizmente, pela nossa própria cultura, basta vestir branco, um jaleco ou conhecer as leis (leia-se advogados), que grande parte das pessoas acabam por proclamar o título de “doutor” ao indivíduo quase que automaticamente. Herança cultural, fazer o quê? Já aconteceu comigo durante consultas e sou compreensiva, por vezes é uma forma carinhosa do paciente demonstrar gratidão, respeito e uma certa admiração por você cursar uma faculdade e tal, considerando que muitos mal são alfabetizados nesse nosso Brasil-sil.

Mas não têm como fugir, o dicionário, sábio, sempre nos diz: doutor – sm (lat doctore) 1 Aquele que recebeu supremo grau em uma faculdade universitária.

Que tal tornar-se um profissional mais modesto e honesto? Não vai diminuir em nada o real valor de cada um. E citando um doutor de verdade, em um post mais antigo:

“Senhores.

Doutor é apenas quem faz doutorado. E isso vale também para médicos, dentistas, etc, etc. A tradição faz com que nos chamemos de doutores. Mas isso não torna doutor nenhum médico, dentista, veterinário e, mui especialmente, advogados. Falo com sossego.

Afinal, após o meu mestrado, fui aprovado mais de quatro vezes em concursos no Brasil e na Europa e defendi minha tese de Doutorado em Direito Internacional e Integração Econômica na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Aliás, disse eu: tese de Doutorado!.Esse nome não se aplica aos trabalhos de graduação, de especialização e de mestrado. E nenhuma peça judicial pode ser chamada de tese, com decência e honestidade.

Escrevi mais de 300 artigos, pareceres (não simples cotas), ensaios e livros. Uma verificação no site eletrônico do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq) pode compravar o que digo. Tudo devidamente publicado no Brasil, na Dinamarca, na Alemanha, na Itália, na França, Suécia, México. Não chamo nenhum destes trabalhos de tese, a não ser minha sofrida tese de Doutorado. (…)

(…) Os profissionais, sejam quais forem, têm de ser respeitados pelo que fazem de bom e não arrogar para si tratamento ao qual não façam jus. Isso vale para todos. Mas para os profissionais do Direito é mais séria a recomendação.

Afinal, cumprir a lei e concretizar o Direito é nossa função. Respeitemos a lei e o Direito, portanto; estudemos e, aí assim, exijamos o tratamento que conquistarmos. Mas só então.”

Ficou mais claro assim?

Quem quiser ler o post da citação acima na íntegra, o link:

por Marco Antônio Ribeiro Tura

Onde o coração está

A grande tristeza do meu coração é querer ensinar pessoas e não poder. Ao menos não por enquanto. É tão vergonhoso assim querer lecionar? Santo Deus, isso não entra na minha cabeça.

Balde de água fria

Mas não tem problema, cedo ou tarde, aprendo a não deixar ninguém tirar o brilho da minha festa, a alegria do meu dia e o sorriso dos meus lábios. Absolutamente ninguém. E tenho dito.

Carboidratos & Serotonina

Olá queridos e amados, eu voltei. Voltei formada na faculdade. Colei grau quinta-feira passada. Mas como ainda sou uma formada-desempregada (por pouco tempo, pois tenho planos malévolos de dominação mundial), agora possuo mais tempo disponível para exercitar, digamos, meu ócio criativo.

Bobagem, o fato é que estou um posso de ansiedade e em menos de 1 semana em casa não vejo a hora de pegar meu caminho da roça-de-todo-santo-dia e trabalhar. Porém, paciência é uma virtude que preciso cultivar, então, estou começando acreditar que todo tempo de espera nessa fase se faz um pouco (só um pouco!) necessário. Enquanto isso eu surto um pouco com a minha ansiedade e viro aloca dos carboidratos. Todo pão, torrada, barrinha de cereal, biscoito maisena, vira alvo fácil de ataque. E não existem fibras solúveis e insolúveis que me bastem para saciar o monstro que atualmente habita meu estômago. Que caos, é o vazio interior, meus caros.

Sem contar as trocentas mil decisões que preciso tomar. Meu cérebro tem clamado por piedade e serotonina, acima de tudo. Preciso providenciar grão-de-bico para evitar problemas maiores, como uns quilinhos a mais no futuro. Tomar vergonha nessa minha cara sem-vergonha e começar a caminhar e me mexer, para gastar as energias acumuladas. E ler, e voltar a pintar, como antes. Além de procurar emprego, hehehe, claro.

Bem, toda essa minha ladainha lamurienta aqui, na realidade,  serve apenas para avisar que voltei para o meu blog pessoal. Que a princípio serviria de diário, mas ai ai, prefiro dizer que aqui voltou a ser o lugar onde venho contar minhas peripécias do cotidiano, e tudo o  mais que vai acontecer daqui para frente, nessa nova etapa. Ainda que eu não esteja tão fresca assim. Enfim, espero que alguém fique por aqui me acompanhando, nesse meu folhetim romântico, ehehehehe hehehhehe.

Besos!!! 😀


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