Arquivo para agosto \31\UTC 2008

Bichinhos de Jardim

Sábios os bichinhos de jardim… 😉

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À inquietude, respostas.

“Dar-vos-ei um coração novo e em vós porei um espírito novo; tirar-vos-ei do peito o coração de pedra e dar-vos-ei um coração de carne.”

Ezequiel 36,26.

Inquietude

É muito difícil, por diversas vezes, dosar compreensão, compaixão e perdão, tudo em um único lugar: no seu coração. Complicado sabe?

O problema nem é meu, afinal. Mas se torna quase impossível assistir certas coisas de maneira impassível. As pessoas pintam e bordam, fazem e desfazem, aprontam todas, provocam sofrimento , enfim… E como não bastasse a trégua, ainda querem que tudo volte a ser como era antes, como se nada tivesse mudado. Não basta perdão, ainda exigem reconciliação.

Entretanto, as pessoas mudam. As coisas e situações mudam. Desejos e vontades também. E isso implica em não querer mais retornar ao passado. Aquilo que já foi. E não volta mais.

Quanto aborrecimento. Melhor dar férias ao meu cérebro, afinal, estresse em demasia produz radicais livres. E radicais livres, rugas.

100 escovadas antes de ir para cama

Bem, Melissa Panarello e Bruna Surfistinha não fazem muito meu gênero no que se refere a literatura. Coloque uma Clarice Lispector no meio e as duas levam um surra, no que se refere ao fazer literatura de verdade. Ao menos em minha humilde opinião. É totalmente inútil tentar me convencer que são maneiras de escrever e temáticas totalmente diversas, sendo injusta a comparação. Eu penso desse jeito e ponto. Simples assim. Qualquer tentativa de mudar minha perspectiva nesse aspecto é gastar o verbo alheio à toa.

Mas enfim, sempre dizem que você nunca deve dizer “nunca lerei um livro daquele tipo” e etc etc etc. Eu dizia isso mesmo: “eu nunca vou ler tal obra”. Todavia, todos nós temos nossos paradoxos em particular. E por isso, eu acabei cedendo (traidora de si mesma! rsrsrs) e li o tal livro da  Melissa P. quando o encontrei na biblioteca municipal. Afinal, não é bom ser tão radical assim, ao menos não na literatura.

Li em um dia. No caminho de ida e volta da faculdade. A leitura é fácil, simples, direta ao ponto. Houve um momento, confesso, em que a vontade de fechar o livro e não ler mais foi grande. Não porque estivesse chocada em si, mas levemente enjoada. Ou enojada. O trocadilho é válido aqui.

Não tenho pretensões de parecer puritana e moralista em meu discurso. Não mesmo. Não faz parte da minha natureza. Porém, ouso em fazer uma breve comparação acerca das impressões que a personagem e a história deixaram em minha mente.

Imagine um poço de lama. Visualizou? Agora pense em alguém entrando dentro dele e se afundando praticamente até o pescoço. Esse alguém entrou ali por vontade própria. Ninguém o obrigou a nada, ninguém o empurrou. Foi porque, em toda sua infantilidade, imaturidade e falta de jeito para entender a si mesmo e as mudanças pelas quais estava passando naquele momento, pensava que iria encontrar o que estava procurando. E olha que as mudanças em si, eram naturais e pertinentes a qualquer outro indivíduo.  Um alguém com lama até o pescoço. E que parece até gostar disso, porque satisfaz seus caprichos em maior ou menor grau. Mais nada.

Na sinceridade? Terminei o livro sem nenhum entusiasmo. E lamento muito pelo tamanho sucesso. Mas eu não deveria me lamentar não é mesmo? Afinal, o que faz sucesso hoje em dia em geral se resume em escândalo, degradação e falta de princípios. Não me surpreende o sucesso da “obra”. As respectivas autoras citadas no início do texto publicam seus livros, causam polêmica, fazem sucesso, e concedem entrevistas achando que são verdadeiras sexólogas e profundas conhecedoras do assunto, bem como da alma humana. Sendo que provavelmente fizeram o ensino médio mal e porcamente. Mas para isso sempre existe alguém que revise a ortografia e faça os ajustes necessários antes da publicação, não é mesmo?

Se tudo o que está escrito é verdade, não sei. Pode ser. Ou não. Mas o fato é: não acrescenta muito. Só reforça a teoria do quanto o mundo pode ser um aterro sanitário e do quanto as pessoas podem ser estranhamente podres por dentro.

P.S: Só para constar, uma crítica da adapatação do livro ao filme. Adorei : Críticos.com

Nhaaa

Tem coisas na vida que parecem fora de propósito, chegando ao ponto de serem estranhamente engraçadas. Contudo, fazem com que você perceba o amor imenso que você sente por quem está ao seu lado e o quanto o valoriza… É isso o que realmente importa. ^^

Encontros de mulher

Para ouvir…

É delicadeza de mulher tornar qualquer evento um encontro. Um jantar, uma festa, uma noite requer todo um ritual feminilizante. Salão agendado: unhas renovadas, cabelos acariciados entre retoques de maquiagem.

Uma mulher precisa dar um toque especial ao real do encontro. Torná-lo único, como se fosse o último. E com todo o frescor do primeiro. Cada acontecimento é tratado nos mínimos detalhes para se desmanchar na madrugada numa dúbia certeza que tudo valeu a pena.

A mulher erotiza o mundo. Faz com que as coisas tenham certo zelo. O adorno suaviza o tempo, acalma a alma e delimita o infinito. A cada jeito de se ajeitar a mulher ganha corpo, cria contornos, ali onde uma sensação fugidia solicita consistência, um pouco de mulher.

A mulher enfeita a mesa, acentua o cheiro, lustra o nonsense, dando a ver que a vida é simplesmente uma maneira feminina de abordá-la. Se desejar um filho, antecipa o nome, as vestes, o quarto. Cria um mundo decorado, às vezes compartilhado com o homem que escolheu, dando origem à vida na intimidade do corpo nu.

E nesses gestos quase sempre desavisados, acossados por uma estranha efemeridade, busca um olhar encantado que confirme num sorriso ou numa surpresa uma imagem de mulher. E, nesse pouco ou quase nada de um encontro espelhado, sacia um inconstante anseio de ser mulher.

Apaziguada, dorme feito menina, para, na manhã seguinte, sonhar com um novo encontro, quase encontro, sempre encontros.

Texto de Antônio Carlos F. das Neves.

:P

Questões primordiais da existência humana:

1) Por que as pessoas ficam insatisfeitas?

2) Por que as pessoas ficam de mau humor?

E por que, afinal, eu tenho que ficar insatisfeita e de mau humor? o.O

Wake Me Up – Norah Jones

Wake me up when it’s over,
Wake me up when it’s done,
When he’s gone away and taken everything,
Wake me up.

Wake me up when the skies are clearing,
When the water is still,
‘cause I will not watch the ships sail away so,
Please say you will.

If it were any other day,
This wouldn’t get the best of me.

But today I’m not so strong,
So lay me down with a sad song,
And when it stops then you know I’ve been,
Gone too long.

But don’t shake me awake,
Don’t bend me or I will break,
Come find me somewhere between my dreams,
With the sun on my face.

I will still feel it later on,
But for now I’d rather be asleep.


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