Arquivo para agosto \31\UTC 2007

Dia do Nutricionista

Ao nosso dia…parabéns! 😉

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Retorno e etc etc etc…

 Antes de começar o post, uma nota sobre a semana que passou. Para tanto, Jana Calaça soube exatamente o que e como dizer. Ainda que por motivações diferentes. E como acredito que ela tenha o dom de revelar todo o íntimo em suas palavras (algo que me desperta admiração), uso um trecho de “Random”, publicado por ela em seu blog. Jana, espero que não se incomode. 😉

“Aceito tudo sem grito,
sem o levantar negativo de dedos,
pois a vida está em random, meu bem,
ela escolhe o momento seguinte,
e nossas mãos de matéria frágil
nunca terão o controle na sua carne .
Aceitemos juntos então
a disposição randômica de nossas horas,
sejam elas de prazer,
sejam elas de dor,
sejam elas resultado de mistura.
Aceitemos as melodias-dias apenas
como os ouvidos aceitam os sons,
quando as mãos que os protegem estão atadas. “

 E agora, voltemos ao normal… 🙂

Porque eu corria sérios riscos de ter o pé perfurado por algum objeto- pontiagudo-não- identificado na rua, resolvi parar com minha procrastinação e a alegação de “não tenho tempo”.  Fui às compras. Cheguei à loja e pedi a vendedora um par de all-stars vermelhos. Simples. É simples a princípio, mas não aqui, na província… Lembrem-se sempre disso.
Ela me olhou com aquela cara de quem parece ter visto algo de outro planeta e disse: “ah, olha, eu não tenho nessa cor, mas tenho esse aqui…” E apontou para uma coisa rosa cheia de lantejoulas furta-cor que mais parecia uma alegoria de Carnaval. Justamente um daqueles modelos cheios de teretetê que sempre me apavoram. Pela careta que eu devo ter feito (a polidez escapuliu sem querer, rs), ela mostrou outro: por fora branco, por dentro vermelho. Olhei, olhei… E pensei que talvez não fosse lá muito legal andar com um tênis que mais parecia a bandeira do Japão!
Ainda insisti e dei uma chance a ela de faturar uma comissão: “Não tem previsão de chegada do vermelho? Nem como encomenda?” Ela simplesmente me respondeu ao monossílabo: “não…” Pensei que com aquela vontade toda em me atender ela não estivesse muito interessada em vender, rsrs, quem sabe. Pedi algo tão difícil? Mas afinal, eu não pedi nada tão absurdo… Eu gosto de coisas simples. E de all-stars vermelhos. 😉

Partida

Hoje alguém partiu e tenho a sensação que levou junto de si uma parte de mim. Levou consigo todas as lembranças da minha infância repletas de cheiros, cores e sabores. Levou uma parte do meu coração que sempre foi exclusiva desse alguém. Hoje eu não sei se choro ou se ao mesmo tempo agradeço pelo privilégio de ter sido tão amada por esse alguém tão especial.

Hoje mais do que nunca, eu lamento a distância ingrata em que estou… Perdida. Lamento por não estar por perto durante a partida. Lamento tanto…

Hoje, não perdi simplesmente minha madrinha. Perdi uma das pessoas mais importantes e fundamentais na minha infância, no meu crescimento, em todas as etapas, em toda a minha vida…

Para ouvir. Exclusivamente ouvir. Sem imagens. Sem palavras desnecessárias. Para se perder. Para não pensar. Porque pensar agora, dói. Para olhares perdidos em meio ao nada. Para os silêncios e toda introspecção. Para descansar…Não pensar…

Joe Satriani. E só.

Pontinhos no nada

Logo passa… ^^

 

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Pride and Prejudice

Durante dias, falaram sobre o livro, mas eu não dei muito crédito . Semanas atrás, Rachel insistiu para que eu assistisse ao DVD. Segundo ela, seria meu mais novo filme preferido, rsrs,  eu tinha que ver de qualquer forma. Bem, assisti ao filme. Não satisfeita, fui ler o livro. E adorei! Pesquisei algumas críticas, e publico agora o trecho de uma delas com que me identifiquei. Com o devido cuidado (claro! rs), de destacar o que mais chamou minha atenção. 🙂

Os leitores progressistas tendem a ler “Orgulho e Preconceito” como se existissem na trama duas personagens distintas, vindas de mundos distintos, com vícios e virtudes também distintos. Darcy contra Elizabeth, até o dia em que o amor é mais forte. Erro. Jane Austen não era roteirista em Hollywood. E os leitores progressistas saberiam desse erro se soubessem também que o título original de “Orgulho e Preconceito” não era “Orgulho e Preconceito”. Era, tão simplesmente, “Primeiras Impressões”.

Nem mais. Se existe um tema central no romance, não é Elizabeth, não é Darcy. E não é, escuso de dizer, o dinheiro, a ironia dos diálogos ou a decoração de interiores. “Orgulho e Preconceito” é uma meditação brilhante sobre a forma como as primeiras impressões, as idéias apressadas que construímos sobre os outros, acabam, muitas vezes, por destruir as relações humanas.

De igual forma, “Orgulho e Preconceito” não é, como centenas e centenas de histórias analfabetas, uma história de amor à primeira vista. É uma história de ódio à primeira vista. E a lição, a lição final, é que amor à primeira vista ou ódio à primeira vista são uma e a mesma coisa: formas preguiçosas de classificar os outros e de enganarmos a nós mesmos. Elizabeth despreza a arrogância de Darcy sem perceber que essa arrogância, às vezes, é uma forma de defesa: o amor assusta mais do que todos os fantasmas que habitam o coração humano. Darcy despreza Elizabeth porque Elizabeth é uma ameaça ao seu conforto social e até sentimental. Elizabeth e Darcy não são personagens distintos. Eles são, no seu orgulho e preconceito, personagens rigorosamente iguais.

Jane Austen acertou. Duplamente. Como literatura e como aviso. O amor não sobrevive aos ritmos da nossa modernidade. O amor exige tempo e conhecimento. Exige, no fundo, o tempo e o conhecimento que a vida moderna de hoje não permite e, mais, não tolera: se podemos satisfazer todas as nossas necessidades materiais com uma ida ao shopping do bairro, exigimos dos outros igual eficácia. Os seres humanos são apenas produtos que usamos (ou recusamos) de acordo com as mais básicas conveniências. Procuramos continuamente e nos desesperamos continuamente porque confundimos o efêmero com o permanente, o material com o espiritual. A nossa frustração em encontrar o “amor verdadeiro” é apenas um clichê que esconde o essencial: o amor não é um produto que se compra para combinar com os móveis da sala. É uma arte que se cultiva. Profundamente. Demoradamente.

Primeiras impressões todos temos e perdemos. Mas o amor só é verdadeiro quando acontece à segunda vista.

Deep Purple – When a blind man cries

Disse que iria poupá-los de“Smoke on the water”, rs. Mesmo porque a banda não se resume a isso. Eu costumo postar apenas músicas que gosto muito e/ou ouço freqüentemente. E esta, cai bem em alguns dias. Eu costumo chamá-la de trilha sonora para dias cinzentos, quedas mensais nas taxas hormonais, nós na garganta, entre outros. A música é de 1972 e não foi incluída no Machine Head.

Saboreiem. 🙂

If you’re leaving, close the door.
I’m not expecting people anymore.
Hear me greaving, lying on the floor.
Whether I’m drunk or dead I really ain’t too sure.

I’m a blind man, I’m a blind man.
And my world is pale.
When a blind man cries,
Lord you know, there ain’t no sadder tale

Had a friend once, in a room.
Had a good time, but it ended much to soon.
In a cold month, in that room.
Found a reason for the things we had to do.

I’m a blind man, I’m a blind man
Now my world is cold.
When a blind man cries,
Lord you know, he feels it from his soul…


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