Transbordar-se

Quando tudo o que se sente as vezes pode ser resumido em vazio, e certa vontade de nada, torna-se complicado escrever tantas coisas. Contudo, confesso que tentei…
Se ao menos eu fosse corajosa para encher a taça e fizesse com que tudo transbordasse… Se eu fechasse meus olhos e pulasse sem medo. Eu transbordaria. Transbordaria, se mais uma vez insistisse em ser generosa, e doasse sonhos, sem esperas por recompensas. Transbordaria se desse muito do pouco que sou, e do melhor que tento ser. Transbordaria se acolhesse a tudo isso com cuidado, zelasse e cultivasse com mãos de afeto. Principalmente se cultivasse com mãos de afeto.Talvez essa vontade de nada acabasse. E tudo aquilo que sempre me pareceu tão vazio, de repente, adquiriria o aspecto de pelo menos “meio cheio”. Com um pouco mais de esforço, transbordante.

Texto escrito entre Agosto/Setembro 2006.

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8 Responses to “Transbordar-se”


  1. 1 Jana junho 5, 2007 às 6:13 pm

    Olha, isso esta uma poesia, profunda, complexa, e “pensante”….

  2. 2 Light_Aléo junho 5, 2007 às 6:47 pm

    Overflow! Agora eu vi se cuida em menina! Que que vc quiz dizer com isso viajei! Mas eh isso ai mesmo assim não deixa de ser bunito! Mas que esses poetas e poetisas são meio tam tam isso são!

  3. 3 Andressa junho 6, 2007 às 12:32 am

    Nada demais Aléo, fique tranquilo, rs.
    Não vou ficar explicando nada, cada qual com suas próprias interpretações, rs. Cada um tem sua forma em particular de ler as coisas…quem sou para tentar interpretá-las? rsrsrs

    😉

  4. 4 Andressa junho 6, 2007 às 2:37 am

    Tam tam, né? Olha o respeito rapaz!

    “gênios são sempre incompreendidos”

    *cof* 🙂 eheheheh…

  5. 5 Janaína Calaça junho 6, 2007 às 12:05 pm

    “(…)Transbordaria, se mais uma vez insistisse em ser generosa, e doasse sonhos, sem esperas por recompensas (…)”.

    Andressa, menina querida, destaquei esta passagem do seu texto porque ela ficou ecoando aqui em mim. A gente não se conforma em renunciar ao escambo, né? Dou a você meus sonhos todos mas quero algo sempre em troca. Amar sem esperar um amor em reciprocidade… Dá pra rolar? Talvez até dê, quem sabe. Eu não quero me entregar ao escambo completo, em que dando gramas de atenção eu espero por gramas de amor. Não dá para se escravizar tanto. Seria realmente muito bom doar sonhos, sem esperar nada em troca, pois as decepções seriam bem menores… Mas andamos tão mercantilistas, q dói às vezes.

    Beijos

    Jana Calaça.

  6. 6 Light_Aléo junho 6, 2007 às 6:39 pm

    Fazer o seguinte deixa disso e vamos ver domingo legal no feriadão!

  7. 7 Andressa junho 7, 2007 às 11:56 pm

    Aléo: Vai nessa…domingo é almoço aqui em casa… Não quero nem saber, ou é isso, ou não vão comer panquecas! 🙂

    Prefere ficar assistindo cultura inútil? tsc tsc

  8. 8 Andressa junho 8, 2007 às 12:10 am

    Jana, como sempre, seus questionamentos deixam a gente com a pulga atrás da orelha…rs.

    Amar sem esperar o amor em reciprocidade? Bom…a gente bem que tenta, e como você mesmo disse, tentamos resistir um pouco ao escambo.
    Mas convenhamos, que por maiores esforços que possamos fazer, é tão difícil desassociar a palavra amor da palavra troca. Por vezes, parecem soar como sinônimos.

    Como nos desvencilhar disso, eu sinceramente não sei. 😉

    Beijos!


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