Arquivo para abril \30\UTC 2007

Resist (Rush)

You can surrender
Without a prayer
But never really pray
Without surrender

Piada

Depois dessa, impossível ficar indiferente…

Eu não costumo me pronunciar sobre política em meu blog. Mas ontem li uma “piada” no jornal que tive que postar para vocês.  Rendeu boas risadas. Leiam:

Pioneira do “setor retro-rebolativo”, a “cantora” Gretchen, filiou-se ao PPS e quer ser prefeita de Itamaracá, no litoral norte de Pernambuco. Ela afirma que 30 anos de “carreira artística” (Pffff…Ela não disse isso…Disse?) lhe proporcionaram “um olhar mais profundo” das coisas… Profundo? Conga que o diga! Sinceramente, depois de Clodovil na política, eu jamais imaginei que coisa tão bizarra pudesse acontecer nesse país!  Ela disse que iria deixar de ser “artista” para se dedicar à política. Só falta dizer que com isso pretende ajudar a população carente da cidade.  Vai ver que ela também deseja a paz mundial…

 Isso, só acontece no Brasil mesmo. Cadê meu nariz de palhaço? Assim eu faço jus à imagem de um país desses…

Manual de sobrevivência:festas de casamento.

Ontem foi uma noite engraçada. Fui ao casamento da Janisse e do Fárlei, duas pessoas pelas quais tenho um enorme carinho, diga-se de passagem.  Ah, vocês já conhecem toda essa dinâmica de casamento, né? Salgadinho, docinho, vinho, tudo inho e aquela coisa toda. Noiva dançando “It’s raining men”, conforme o figurino. Festas de casamento são legais…Eu costumo dar boas risadas com as gafes dos outros, e com as minhas, obviamente, rs.

 Mas legal mesmo é a hora de jogar o buquê. Eu me junto à massa feminina que se forma no meio do salão, mas sempre, sempre, fico atrás. É, lá mesmo, com a turma do fundão. Rs, isso porque nunca me arrisco a pegar buquê de noiva. Dá azar. Vou lá só para cumprir com meu papel social de solteira. A sociedade cobra sabe, ehehehe.  Lá atrás, pelo menos,  o buquê nunca chega.

1,2,3! Lá vai! Não, não foi…Como gostam de fazer essas gracinhas em casamento. Segunda vez: 1,2,3! Lá vai… de repente, olho para o céu e vejo um objeto estranho vermelho vindo em direção a minha cabeça!!! Isso deve ser alguma piada, pensei…Está vindo….não, não é!  Olha…e não que era buquê mesmo? E logo aqui, na turma do fundão…Mas aí, uma mão de alguma histérica desesperada surge no ar.  O buquê cai no chão bem na minha frente, rs. E quando eu pensei em arriscar minha vida o suficiente para abaixar e pegar o bendito, hauahuahau, percebi uma manada vindo em minha direção… (Bem à la cena do Rei Leão, veja no youtube logo abaixo.) Era a visão do caos! Rsrsrs. Bem, quando vi aquela manada, pensei: Vou ser pisoteada…melhor sair daqui e já!

Por puro instinto de sobrevivência, recuei, e deixei aquele monte de mulheres se matando para pegar o buquê…ou melhor, os restos dele. Deus! Que comédia… Uma tiazinha, dona da mão histérica-desesperada conseguiu pegar. Justiça seja feita, ela merecia. 😉 E respirei aliviada, porque como disse, ainda acho que pegar buquês dá azar. E sem querer, eu quase peguei um, huahauahaua. 😀

 Eis aí algumas dicas de sobrevivência em festas de casamento:

Fique longe do buquê. Dá azar.

Fique longe das mulheres histéricas-desesperadas por buquês, se tem amor à sua vida. Isso vale para homens e mulheres. Em geral, essas mulheres ficam bem na frente, o mais perto possível da noiva.

Nunca, em hipótese alguma, tente disputar ou tirar o buquê de alguma dessas mulheres citadas acima. É decadência. Elas são seres extremamente agressivos e anti-sociais. Podem querer te morder. E com certeza, devem arrancar pedaço. Ou no mínimo, te pisotear. No caso dos homens, rsrs, elas partem para cima.

Aprenda: se a sociedade cobra sua presença na hora do buquê, rsrs, como no meu caso, fique bem atrás. Tem como você escapar e sair viva. O melhor ainda é assistir de camarote. 😉

E no fim…

Bom, terminei minha noite sentada na cadeira ouvindo uma música do Creedence que não sei o nome…só sei que era Creedence. Comendo bolo de noiva, separando o glacê no canto do prato e pensando na vida. Mania minha…pensar demais. Observei ao meu redor. Depois, voltei a mim mesma. Eu tinha dançado bastante. Meus pés estavam doendo, por causa do salto alto. Desejei ter all-stars vermelhos. E pensei mais uma vez, que nem sempre, certas situações na vida são tão justas assim.

 

 

Rabiscos

Não é narcisismo. Nem auto-afirmação. É só a falta do que fazer aliada a um guardanapo e uma caneta na mão, rs. Não há nada melhor do que rabiscar…rabiscar…rabiscar…  Em breve, volto a postar. 🙂

dsc06273.jpg

 

Saúde – Composição: Rita Lee/Roberto de Carvalho

 Especialmente para dias como hoje…;)

Me cansei de lero-lero
Dá licença, mas eu vou sair do sério
Quero mais saúde
Me cansei de escutar opiniões
De como ter um mundo melhor
Mas ninguém sai de cima
Desse chove-não-molha
Eu sei que agora
Eu vou é cuidar mais de mim!

Como vai, tudo bem
Apesar, contudo, todavia, mas, porém
As águas vão rolar
Não vou chorar
Se por acaso morrer do coração
É sinal que amei demais
Mas enquanto estou viva
Cheia de graça
Talvez ainda faça
Um monte de gente feliz!

Feriado

Só publiquei esse post, porque desejei muito comungar isto com vocês. Acredito que vale a pena, mesmo que possa correr o risco de ser mal-interpretada e até mesmo criticada. Mas, ainda assim, assumo a responsabilidade por este ato. Não queria que a Páscoa fosse apenas mais um feriado prolongado no calendário. Rs. Eu não sei ser indiferente, entretanto, sei ser ponderada. Por esta razão, sugiro que aproveitem o que considerarem de melhor. E… Feliz Páscoa! 😉

A Páscoa remonta a tempos anteriores ao nascimento de Cristo. É uma festa, sobretudo de origem e tradição judaica. É por meio dela que celebra-se a libertação do povo hebreu da escravidão do Egito, liderados por Moisés. É antes de tudo, a comemoração da libertação de um povo, conforme descrito no livro do  Êxodos, na Bíblia. Uma noite anterior a libertação, os hebreus sacrificaram e assaram um cordeiro conforme as instruções dadas por Deus. Com o sangue deste mesmo cordeiro, marcaram os umbrais das portas de suas casas. Este seria o sinal: onde ele estivesse presente, a praga enviada aos egípcios, como castigo, não poderia entrar. O pão ázimo, sem fermento, preparado rapidamente para a fuga. As ervas amargas consumidas remetem as dificuldades enfrentadas. Todos estes são os símbolos que ainda hoje estão presentes na Páscoa judaica.

Jesus comemorou a Páscoa, como todo e qualquer judeu. Entretanto, inovou, transformou, ao comemorar sua última Páscoa com seus discípulos. Não houve um cordeiro sacrificado. Ele era o novo cordeiro dado em sacrifício, simbolizado naquele instante pelo pão. Seu sangue, o vinho. Institui-se aí, a comunhão. Comungar é partilhar. É para todos. O sacrifício era para todos.

O interessante é observar um instante que antecede o início da ceia: Jesus lava os pés de cada um dos discípulos. O mestre ajoelha-se, humildemente, para servir ao seu discípulo. Nesse momento, deu ênfase ao seu maior mandamento: “amai-vos uns aos outros assim como eu vos amei.” Como? Sendo humilde e colocando-se a serviço do outro.  “Quem de vocês quiser ser grande, deve tornar-se o servo de vocês, e quem de vocês quiser ser o primeiro,deverá tornar-se o servo de todos”. De acordo com a fé cristã católica, estes episódios são relembrados na quinta-feira santa.

Na sexta-feira da Paixão, tudo é dor. O cordeiro foi sacrificado. A ressurreição, a renovação se dá apenas quando se morre. A salvação, com uma vida plena só e possível se algo morrer. Libertando-se. Renovando-se. Ressurgindo. A morte, antes de tudo, representa essa passagem, essa transição. Permeada de dor, sofrimento, rejeição, vergonha,solidão, medo.  Sentimentos tão humanos e vivenciados por Jesus, eternizados na cruz. Todos os dias experimentamos algum sacrifício. Morremos para alguma coisa, caso contrário jamais avançamos. E nesse eterno morrer e ressuscitar,experimentamos toda a dor, nos confrontamos com nossos medos. Sofremos com todo tipo de rejeição que possamos sentir. A solidão nos assola. Somos traídos com um beijo. Sentimos vergonha. Nosso coração…chagado.  Sangrando.

A cada novo dia, morremos por algo, como se dessa forma nos ofertássemos em sacrifício. Há quem morra todos para si mesmo, em sacrifício a outro alguém. Entretanto, se este sacrifício nos aprisiona ao invés de nos libertar, que valor possui?

Precisamos morrer sim, para nosso orgulho. Morrer para nossa descrença e falta de fé. Morrer para nossa falta de amor. Morrer para nosso egoísmo. Morrer para nossos medos e receios. Morrer para as mágoas que tanto nos machucam. Morrer para nossos próprios preconceitos. Morrer para nossa hipocrisia. Morrer para nosso desânimo, falta de esperança.

No sábado, a luz está voltando. O círio é aceso. A madrugada vem. Domingo de Páscoa. O sepulcro… vazio. “Por que vocês estão procurando entre os mortos aquele que está vivo? Ele não está aqui. Ressuscitou.” Ressuscitou para que pudéssemos viver uma vida plena, na presença de Deus. Viver longe desta presença, nisso consiste o verdadeiro Inferno.

Jesus ressurgiu, libertou-se da morte porque a venceu. Ele traz as chagas em seus pulsos, em seus pés. Entretanto, elas já não sangram mais, são apenas marcas. Morremos para que possamos nos libertar, para que possamos ressurgir, nos reerguer. Somente dessa forma nos tornamos melhores. E evoluímos em nossa caminhada, trazendo apenas as marcas de feridas já cicatrizadas. Tudo isso para que possamos viver uma vida plena. “Eu vim para que tenham vida, vida em abundância”.

Eis o motivo para que a Páscoa seja, na realidade, a data mais importante do calendário cristão, e não o Natal, como pensa a grande maioria. Ela ainda é comemorada durante 50 dias, no chamado Tempo Pascal.

Porém, independente de ser uma festa essencialmente cristã, acho que seu significado está aí para todos. Ao alcance de todos. Qualquer reflexão feita acerca disso já é válida. Se provocar ainda que uma pequena mudança de atitude e a renovação de uma vida, se faz verdadeira, real em toda sua dimensão. Eis aí a beleza de uma comunhão verdadeira.

Se precisa morrer para algo dentro de si, para que então possa se libertar e alcançar a plenitude, faça-o. Aproveite este momento, em que todas as orações estão sendo direcionadas para isso. Toda a energia, todos o corações se voltam para esse objetivo. Não tenha medo da morte, pois é ela quem o impulsiona para vida. Você precisa caminhar, avançar. Todos nós precisamos. Para tanto, necessitamos nos renovar constantemente. E o mais belo nisso, é que não estamos sozinhos nesse processo se tentarmos comungar uns com os outros. Quando partilhamos isso com alguém. Mais belo ainda, caso necessitemos de conforto, é podermos nos lembrar da presença, do exemplo de Jesus, nos dando forças e coragem para essa passagem.

Música

Faz tempo que não posto uma musiquinha…rs. Coisa simples, mas eu até que gosto. 🙂

 Me revelar – Zélia Duncan

Tudo aqui quer me revelar
Minha letra , minha roupa, meu paladar
O que eu não digo, o que eu afirmo
Onde eu gosto de ficar
Quando amanheço, quando me esqueço
Quando morro de medo do mar
Tudo aqui
Quer me revelar
Unhas roídas
Ausências, visitas
Cores na sala de estar
Tudo aqui
Quer me revelar
Unhas roídas
Ausências, visitas
Cores na sala de estar
O que eu procuro
O que eu rejeito
O que eu nunca vou recusar
Tudo em mim quer me revelar
Tudo em mim quer me revelar
Meu grito, meu beijo
Meu jeito de desejar
O que me preocupa, o que me ajuda
O que eu escolho pra amar
Quando amanheço, quando me esqueço
Quando morro de medo do mar

Tudo aqui
Quer me revelar
Unhas roídas
Ausências, visitas
Cores na sala de estar
O que eu procuro
O que eu rejeito
O que eu nunca vou recusar
Tudo em mim quer me revelar
Tudo em mim
 


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