Arquivo para fevereiro \28\UTC 2007

Palavras, silêncios…

Palavras, por muitas vezes, são insuficientes. Limitadas. Elas, por mais lindas e doces que sejam, ou por mais que soem cruéis, tristes, ainda sim, não conseguem exprimir a essência daquilo que se passa em nosso interior.

Diante da imensidão que há dentro de cada um, e dos nossos sentimentos mais puros e verdadeiros, palavras não bastam. Palavras?  Elas se calam. Diante da melancolia que surpreende nosso coração, da angústia que nos oprime, da tristeza insistente que pode nublar até mesmo o olhar mais brilhante, palavras? Não.  Elas se calam. E nos deixam a sós com o silêncio, com o toque, com o olhar, com o abraço.

Palavras por si só, não transmitem tudo o que permeia nossa alma. Elas não explicam as sensações que podem nos arrebatar. Ou nos arrebentar.

Palavras…eu sempre gostei delas, sabe? Se não me engano, desde que aprendi a escrever as primeiras. Sempre acreditei que com elas, explicaria tudo o que eu desejasse. Tudo o que eu sentisse. Que através delas, eu teria explicações para todas as coisas.  Respostas para todos os questionamentos. Justificativas para todos meus atos. Razões para meus pontos de vista. Interpretações para todos os mistérios. Meu escudo. Minha válvula de escape. Minha fonte do saber.

Quem diria, agora elas se calaram. Deixando-me a sós com o meu silêncio. E ainda que eu faça um esforço absurdo na tentativa de escrever algo, me parece inútil. Elas me parecem medíocres demais para quem lê…E ridículas o bastante diante de tudo que minha alma anseia  transmitir.

Dizem que há momentos na vida em que apenas o silêncio basta. Eu não concordava muito. Porém, por ironia do destino ou não, engulo as palavras: meu momento chegou. Há riqueza demais, complexidade demais aqui dentro. Não quero estragar coisas tão belas que estão brotando, com a pobreza das palavras expressas em versos com rimas, métricas e afins. E nem tentar escrever as melancolias e sensações que, sinceramente, são inexplicáveis.  As palavras não me bastam agora…

E é por essas e outras, que ao menos hoje, tudo o que eu podia oferecer aos outros, era silêncio. E tudo o que eu gostaria dos outros, era um olhar compreensivo capaz de perceber o significado dele. E quem sabe, entendesse a dimensão do que se passa aqui dentro. Eu não queria mais nada. 

E se pudesse, um colo e um cafuné seria de grande ajuda… porque manter a pose de força, independência e confiança como todo mundo, o tempo todo, cansa.

Aí está…

Eu estava devendo meu desenho. Não esperem tanto assim de mim como desenhista, rs. Mas, esse eu fiz a mão livre, não risquei por cima do modelo não, tá? (como muita gente pode pensar, rs…) E tem outro, que posto outro dia. 🙂

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Fuçando no baú…

…achei um CD que há tempos não ouvia. Uma gravação que Fabiano fez especialmente para mim ( a irmãzinha querida! ). Inclui, entre várias bandas, Cocteau Twins e Siouxsie & The Banshees. Caramba, eu tinha me esquecido de como gostava delas! Ouvia o CD praticamente o dia todo, ehauehauhau… 😀

Estão lá “Kiss them for me”, “Cities in Dust”, “Orange Appled”, “Suggar Hiccup”…Como pude me esquecer?

Cyndi Lauper no chinelo…

Resolvi sair da toca na sexta-feira a noite, pré- Carnaval. Idiotice. Eu tinha me esquecido que todo mundo estava saindo para viajar a noite. Pegamos um trânsito na 3º Ponte (éhhh, o destino era Vila Velha), e o fusca da Taís estava rebelde (isso já está virando perseguição, rs). Como o carro não tem som, e estávamos paradas em cima de uma ponte de não sei quantos metros de altura…oras, o jeito foi improvisar um som ambiente, eheheh.

Eram 3 vocais: Taís , Paula e eu… o repertório era vasto! Tão criativo e de tão boa qualidade que nem me dou ao trabalho de postar aqui. Vocês ficariam emocionados, de tão alto nível. Meu ia-iá, meu io-iô e muito mais…(tosqueiras que vc só canta quando está entre amigos, fique certo disso.)

Depois, já em casa, pensando na cena, me recordei de algo mais tosco ainda: poderíamos ter imitado a Cyndi Lauper naquela noite com perfeição! (vozes esganiçadas não faltariam! ehauhauehau…)  Ahhh, modéstia a parte, a pobrezinha ficaria no chinelo…

ohhh girls! They want have fun…”

Essas más companhias, acabam com minha imagem…  😀

Bandeira branca, amor

A propaganda é tão boa que nem lembro o produto: a esposa, toda sexy numa camisola transparente, se aproxima da cama. O marido dá uma olhada, baixa a revista que está lendo e põe a mão na testa, com cara de dor de cabeça. Pobres de nós, mulheres. Lutamos pelo direito ao prazer, enfrentamos nossos fantasmas, derrubamos preconceitos, perdemos a vergonha, descemos os decotes e subimos a barra das saias. Fomos buscar informações sobre como conquistar o sexo oposto nas revistas femininas e no divã do analista. Aprendemos a expressar nossos desejos e a fazer caras e bocas. O resultado é que os homens não agüentam mais fazer a pose de garanhão e agora usam as mesmas armas de nossas avós para evitar uma sessãozinha de sexo.

Para mim chega: quero mudar para Bagdá. Os mísseis do Bush devem causar menos estrago do que a rejeição de um homem. Acabo de ler que, nos últimos 12 meses, a exportação brasileira de lingerie sexy para os países islâmicos cresceu 160%! E nós feministas ocidentais, emancipadas e independentes, ainda temos pena das mulheres que usam burca…

Agora a gente sabe que segredos elas guardam sob as vestes escuras. Assim que ficam mocinhas, cobrem os longos cabelos com grandes lenços e passam a aprender com as mais velhas as artes da sedução. Tudo para agradar ao único homem que conhecerão ao longo de toda sua existência. E, apesar de toda nossa liberdade, vamos ser sinceras: quem é que precisa de mais de um homem na vida?

As aulas de alcova começam pela cozinha, de onde nós mesmas fugimos, esquecendo que o coração masculino se conquista pelo estômago. A culinária árabe não dispensa ingredientes  saborosos (e afrodisíacos) como mel, canela e nozes. Seus perfumes e incensos têm aromas fortes como o sândalo. A música do Islã é suave, envolvente e ritmada, assim como a dança que faz tintilar os guizos e pulseiras com que a mulher se enfeita. Agora, imagine como o homem fica ansioso pelo momento de tocá-la enquanto assiste a mulher tirar, peça por peça, aquela montanha de roupas que escondem…lingerie sexy!

Por Alá! Como as muçulmanas são sábias. Não apelam vulgarmente aos dotes físicos que a natureza lhes deu. Preparam o clima para o momento mágico da intimidade entre homem e mulher usando os cinco sentidos que despertam o desejo: paladar, olfato, audição, visão e tato.

Não é à toa que as muçulmanas encabeçam a lista de mulheres mais presenteadas com jóias de ouro e pedrarias por seus satisfeitos maridos. E olha que elas nem precisam se privar das delícias da boa cozinha. Os homens do Islã preferem as rechonchudas. É só lembrar que ter barriguinha saliente é fundamental na hora da dança do ventre.

E a gente aqui se matando de fazer regime, malhar na academia, pôr silicone e botox, na tentativa de se manter bela e jovem, bonita e atraente. De repente descobre que, na praia badalada de uma ilha no Rio de Janeiro, um batalhão de mulheres saradas desfila seus biquínis minúsculos diante de um público masculino que não está nem aí. Mas precisa ver o entusiasmo deles quando atravessam a floresta para chegar ao outro lado da ilha, onde existe uma colônia religiosa que segue rigorosos princípios morais. As mulheres só podem entrar no mar totalmente vestidas. Não é que eles se escondem nas árvores para vê-las sair da água com a roupa molhada colada ao corpo? Isso é que é sensualidade!

Enquanto elas escondem, nós escancaramos. Nesse festival de peitos e bundas (Carnaval que o diga…) disponíveis nas ruas, na TV, revistas e internet, o corpo feminino jão não tem mais segredo a ser revelado.

A principal lei da economia é a da oferta e da procura:quando há oferta demais, a procura cai. E o preço vai junto. Nada mais verdadeiro. Quanto mais difícil, mais saborosa a conquista. Será que quem trabalha numa loja de chocolates tem vontade de comer bombom?

É claro que eu não abriria mão de uma única vitória feminista. Mas, diante da falta de desejo que assola os homens ocidentais, não está na hora de deixarmos de ser tão oferecidas?

Pois então, amigas, relaxem…Homem é caçador, odeia ser caçado. Sigam seus instintos de fêmea a ser conquistada. Se confundimos tudo e lutamos com armas erradas, ainda há tempo de ganhar essa guerra. Sensualidade nada tem a ver com exposição. Sedução não é vulgaridade. Intimidade é um negócio a dois. Abaixo o fast food! De mesa e de cama.

Crônica de Lúcia Sauerbronn 

P.S: o Carnaval  está aí, e nos próximos dias, 8 de março. Acho que este texto veio em boa hora. Um bom momento,para nós como mulheres, repensarmos a respeito do nosso valor.

Pequenos detalhes…

Bom, como já não me bastasse as aulas no laboratório Microbiologia, em que sou obrigada a manipular toda espécie de vírus, bactérias, fungos, e outras coisas realmente estranhas (e nojentas…), aprisionadas nas plaquinhas de vidro…Como já não bastasse isso, agora me tornei uma assassina.

Uma assassina fria e calculista. Sem piedade. Implacável.

Abri um rato na aula de Fisiologia. Eu matei o pobrezinho para estudar o seu funcionamento. E o pior, fui obrigada a tirar o coração.

Meu Deus, que ser humano desprezível eu me tornei.zoidberg.gif

Mudança

Testando uma nova casa…Em fase de adaptação.

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