;)

Como em meu último post a coisa estava bem feia e triste, achei que era minha obrigação vir até aqui e dizer, um ano depois, que estou bem e sobrevivi!

Não que alguém tenha perguntado ou se importe, maaaaas, não achei honesto deixar uma mensagem triste dessas como a última deste blog. Prefiro fazer a Poliana e jogar o jogo do contente, com a diferença que hoje estou contente de verdade 😉

Há um ano atrás chutei o pau da barraca, disse tudo que estava engasgado, bati portas, gritei o que tinha que gritar e fiz a louca. Funcionou.

Nada mais libertador fazer a louca de vez em quando.

Pensem com carinho nisso.

Sobre o amor e a perda

“(…) Sou o som de uma única mão batendo palmas
Jogo tênis sem bola e golfe sem taco
neste jogo trocaram todas as regras,
E nunca admitem que eu estou jogando. (…)”

Sabe qual uma das piores dores do mundo? A da perda.

Você já perdeu alguém que você amava? Eu já. Algumas eu perdi porquê os desígnios dos céus resolveram levar lá para cima. Essa dor da perda, pela morte, eu sei lidar, ao menos sei como administrar bem. Agora perder alguém que vai morrendo aos poucos para você em vida… meu Deus, como essa dor vai esmagando, apertando dentro do peito. Perder assim dói.

Perder aquela pessoa que você ama para a mágoa, para o ressentimento, para a covardia, para a falta de respeito, para a rejeição, para a falta de consideração.

É tão estranho e me sinto tão vazia, apesar das lágrimas ainda não terem secado totalmente.

Eu olho para o futuro que sonhei e não vejo mais futuro. Faço um esforço para me lembrar dos meus sonhos coloridos e vejo tudo cinza. Fiz castelos na areia. E agora sou eu quem estou desmoronando. Eu me sinto tão cansada.

Onde eu estava todo esse tempo? Por quê, eu deixei me machucar tanto? Os sinais estavam ali mesmo, desde o início? Será que diziam mesmo, desde o começo, que eu jamais passaria de uma figurante na vida de alguém? De que sempre, sempre, eu estaria no último plano, que eu sempre seria a errada, que eu sempre deveria me conformar com os restos? De que sempre, em todos os momentos, sentiria na pele a rejeição e a exclusão?

Eu nunca pedi por uma escolha. Mas eu implorei por um equilíbrio.

Agora vejo o cansaço e o desânimo batendo em minha porta. E não faço absolutamente nada para impendi-los de entrar.

Dizem que o amor nunca acaba. Mas quando o ressentimento é maior que a esperança, certamente o amor já começa a querer dar seus últimos suspiros.

Pensamentos soltinhos…

As pessoas não querem religião. Querem um guru que responda todas as perguntas e resolva problemas que em geral elas mesmas criam. Isso se chama gênio da lâmpada e não existe.

Seguir uma doutrina exige que abandonemos nossa zona de conforto e nos dediquemos a outras coisas que não permeiam nosso próprio umbigo. Nessa sociedade hedonista que temos, satisfazer algo que não seja nosso próprio ego é quase uma heresia.

 

Reflexões da vida adulta feminina

Vou dizer algumas coisas, que jamais ousei sonhar dizer nessa minha humilde vida, mas vou dizer…

1 – Perfeição demais irrita e gente acomodada também;

2 – Você só descobre o quanto a educação que recebeu dos seus pais influenciam suas atitudes depois que sai da casa deles;

3 – Que tem gente que confunde amor e cuidado com frescura e excesso de proteção;

4 – Que a cada ano que passa você fica mais parecida com a sua mãe;

5 – Que um homem, bem lá no fundo, sempre espera que você aja como se fosse a mãe dele;

6 – E que essa expectativa tira qualquer mulher do sério;

7 – Que é muito feio gente que trata marmanjo como se fosse bebê, falando de forma infantilizada;

8 – Que mulheres que só tem filhos homens são as verdadeiras responsáveis por criar os machistas da sociedade;

9 – Que ter filhos pode ser bom, mas é uma grande responsabilidade e…

10 – … que devemos criá-los para o mundo, prepará-los para a vida de cão lá fora, para que saibam se defender e não se transformem marionetes na mão dos sem caráter;

E que fazer isso também é uma grande prova de amor.

Tristeza sem fim =(

Foi-se o tempo em que eu realmente era importante a ponto de alguém ficar acordado um pouco mais só para poder me dizer um”oi”.

Onde foi que isso se perdeu no meio do caminho?

Saudade, muita saudade das coisas que eu já não tenho mais.

 

Só me resta lamentar e escrever.

Amadurecendo e aprendendo a ser gente.

Eu tenho uma teoria de que as pessoas começam a ficar velhas quando passam a gostar do bombom de fruta que sempre sobra na caixa. E não porque sobrou e só existe aquela fonte de chocolate, mas porque de fato, como um milagre da natureza, você passou a gostar do sabor da banana misturada ao chocolate. E considere que em geral crianças detestam isso, só os adultos comem. 😛

Eu me considero adulta porque eu sempre como esses bombons, rsrsrs. E aliado à isso, comecei a me arrepender por ter magoado algumas pessoas na vida. Isso só pode ser assim porque estou ficando velha. 😛 Afinal, aos 17, por mais que tentasse ser uma boa cristã, eu não media minhas palavras e arregaçava mesmo. Acho que chateei muita gente. Bom, é… tenho certeza.

Agora, enxergando melhor algumas coisas (porque eu ainda continuo míope, só que estagnada), me pergunto se eu realmente precisava ter sido tão malvadinha, ainda que sem perceber. Ainda que não tenho sido de propósito. Talvez por pura falta de jeito ou de alternativa. Ou imaturidade, não sei ao certo.

Não estou escrevendo sobre isso só por causa do balanço de final de ano, na realidade tenho feito essa reflexão há alguns meses. E porque antes de mais nada, acredito que podemos evoluir, crescer e nos tornar pessoas melhores, especialmente ao lidar com o outro.

Não sei se a vida vai me permitir encontrar com as pessoas a quem magoei  para que eu possa pedir desculpas. Talvez nem seja necessário tudo isso. Talvez basta que eu mesma reconheça que errei por muitas vezes, e magoei tantas outras e diga em pensamento: desculpe. E depois me perdoar também, afinal, eu vivo me cobrando demais por perfeição.

E depois disso, passar a viver e ser ainda mais feliz. Mesmo porque, nessa estrada não vivemos apenas para magoar as pessoas, parte também é dedicada a trazer mais alegria e fazê-las um pouquinho mais felizes, ainda que por breves momentos.

E que venha 2011!

Vamos que vamos 😀

Sobre quando acreditamos em algo…

Sabe a historinha que contei no último post? Sobre aquele versículo tão especial? Pois é, como eu sempre digo, ele funciona para minha vida! Colegas e todas as pessoas que passam por este blog (e algumas vezes páram para ler, rsrsrs), saibam que, ótimas notícias vieram para mim logo pela manhã (passei no mestrado!!!), provando que absolutamente nada é impossível quando trabalhamos pelo nosso objetivo e confiamos em Deus.

Porque com Ele todas as coisas são possíveis. Acredite!

Agora que já compartilhei e agradeci por isso, vou ali comemorar! 😀

Bjos!!!

O cuidado do Pai

Eu tenho algumas histórias pessoais para contar sobre um versículo específico da Bíblia, que parece me perseguir desde os meus 18 anos. Quando digo perseguir, não levem pelo aspecto negativo, na verdade é que esta passagem sempre aparecia assim, quase do nada e prendia minha atenção.

Certa vez estava na fila do ônibus em um terminal urbano mergulhada em meus pensamentos sobre a minha vida, enquanto o coletivo não chegava. Estava bastante angustiada e preocupada com relação ao meu futuro, sem saber o quê fazer e qual caminho exatamente seguir. Já tinha abandonado um curso em uma universidade federal por não ter me adaptado, estava sendo chamada de louca por um monte de colegas por ter decido abandonar o curso e estava novamente naquela vida ingrata de pré-vestibular e tendo que fazer novas escolhas. Enfim, aquela fase chata no qual todo mundo (ou quase) passa. Agoniada e pedindo a Deus orientação, lá eu fiquei parada na fila.

Comecei a reparar nas banquinhas ao meu redor coberta de bugigangas à venda, guloseimas, salgadinhos e afins. E fiquei pensando como conseguiam pendurar tanta coisa em uma barraca só. De repente, observo bem no cantinho superior da porta de uma barraquinha,  meio escondida, uma daquelas plaquinhas adesivas em auto-relevo com a seguinte mensagem: “Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele o fará.” Salmo 37, 5. Fiquei meditando naquelas palavras um bom tempo e meu coração sorriu. E me senti mais confiante em saber que no momento certo, saberia fazer minha escolha mais acertada conforme a sabedoria divina.

Não pensem que não estudei e nem fiz minha parte. Pelo contrário, me dediquei dentro das minhas possibilidades. Entrei na faculdade, fiz um excelente curso, pelo qual sou apaixonda e tive um aproveitamento excelente. E hoje sou uma profissional. E claro, enfrento as novas dificuldades e desafios que surgem em função disso.

Estou em período de provas novamente, me sinto em um vestibular profissional. Ansiedade nesses momentos é normal, já me acostumei a lidar com este fato e tenho me segurado bem na medida do possível. Daí que no dia de finados fui ao cemitério prestar homenagem ao meu pai e no meio do caminho pelo jardim do local, encontrei com uma senhorinha sorridente distribuindo folhetos (e conforto aos outros), que me entregou um. Dei uma olhada rápida e vi que era de uma igreja e tinha letras grandes azuis, logo em seguida guardei em minha bolsa e esqueci por lá.

Dia seguinte, após uma visita a um dos meus vários locais de prova, encontrei uma professora da faculdade e peguei carona com ela. Conversamos sobre essa etapa complicada na vida profissional, de escolhas, do começo de carreira. Enquanto isso remexi em minha bolsa procurando meu celular e eis que encontro o folhetinho com letras azuis. Foi então que parei para ler, as letras brancas menores, logo abaixo das azuis, que diziam o seguinte: “Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele o fará.” Salmo 37, 5.

Há quem diga que é mera coincidência. Mas para quem tem fé, isso é apenas uma das  pequenas provas do cuidado de Deus para com seus filhos e suas angústias e aflições.

 

Guardei o folheto em minha bolsa, e mais uma vez meu coração sorriu. ^^

Brincando de casinha

Querido Diário:

Alguns dias são ingratos. Eu sou uma pessoa que precisa evoluir, especialmente no que ser refere à ter paciência. Esqueça, eu não fui agraciada com essa virtude ao nascer. E meu Paizinho, em sua infinita bondade, visando me tornar alguém menos pior melhor colocou em minha vida íntima, pessoas procrastinadoras e inertes demais. Ou apenas sossegadas. Sendo mais legal, pessoas “relax”.

O fato é que eu me empolgo, estresso fácil, sou ansiosa e gosto de ver as coisas acontecerem ao meu redor. E depender do outro para algo acontecer pode ser algo muito desgastante para esta pobre pessoa que vos escreve. Tudo isso faz parte da minha realidade atual: quero um emprego, quero continuar estudando, prova no domingo, estou na iminência de um noivado e tenho um namorado procrastinador que quer casar-mas-não-quer-casa-decente. Estou em um  apartamento provisório e de pernas para o ar, impessoal e que não me faz sentir que tenho um lar para chamar de meu.

Lar… sem mais comentários pois estou com uma p. saudade da minha mãe, do Juca (meu gato siamês) e da arrumação materna da minha casa em Vitória.

E para piorar ele (o namorado procrastinador) deixou passar 3 semanas e nada de pintar o cafofo apartamento para torná-lo mais simpático e habitável. Sempre adiando. Nada de colocar aqueles instrumentos sem utilidade à venda. Nada de encaixotar nada. Nada de procurar caixas de papelão para deixar espaço livre. Nada de lixar a parede que está para ser lixada há 15 dias. Nem tintas nem pincéis. Nada.

Eu mal comecei a brincar de casinha e já estou desanimada. Vontade de chorar,  terminar a brincadeira, ir para minha casa de verdade e pedir colo da minha mãe.

Tchau diário,

amanhã tem mais.

Dos supostos “doutores” e afins.

Olha, acho que ao longo de toda a história do meu blog pessoal, falar mal das pessoas nunca foi um tema que me despertou interesse. Não que eu seja santa e nunca tenha feito algo semelhante na vida (hipócritas de plantão que me perdoem, mas vocês não enganam a ninguém com essa pose de imparcialidade com relação aos outros), mas é que eu nunca achei legal fazer isso aqui. Tem tanta coisa mais interessante e legal para escrever né? Ainda que sejam só meus draminhas pessoais, hehe. 😀

Mas, tem coisas que me irritam em algumas pessoas (e não me venham com aquela conversinha mole de que “no fundo é inveja, sua mal-amada…” pois eu sou muito bem amada meus caros, graças e amém!). Assim como certas coisas em mim devem irritar muita gente por aí. Faz parte da convivência em sociedade. Impossível é agradar a gregos e troianos (como sou clichê…). Tudo bem, pouco importa agora.

O que importa mesmo caros amigos, é ser humilde, pois de vez em quando faz bem a saúde e a imagem pessoal. Ai como enche o saco ver a área de saúde (sim, eu também faço parte da massa) se “endeusando” por aí. Você tem doutorado? Não? Então por quê diacho você se intitula de doutor? É mestre em alguma coisa? Também não… Especialista? Não.. Então você é um bacharel. Ok? Use o seu título de bacharel, daquela profissão “x” e seja feliz, até alcançar patamares mais elevados, para aí sim se autointitular (escrevi certo? a palavra existe?) de doutor, mestre, especialista, enfim. É importante ter conteúdo (não signfica que você vai saber tudo também) antes de pregar algo que você ainda não amadureceu o suficiente para ser.

Infelizmente, pela nossa própria cultura, basta vestir branco, um jaleco ou conhecer as leis (leia-se advogados), que grande parte das pessoas acabam por proclamar o título de “doutor” ao indivíduo quase que automaticamente. Herança cultural, fazer o quê? Já aconteceu comigo durante consultas e sou compreensiva, por vezes é uma forma carinhosa do paciente demonstrar gratidão, respeito e uma certa admiração por você cursar uma faculdade e tal, considerando que muitos mal são alfabetizados nesse nosso Brasil-sil.

Mas não têm como fugir, o dicionário, sábio, sempre nos diz: doutor – sm (lat doctore) 1 Aquele que recebeu supremo grau em uma faculdade universitária.

Que tal tornar-se um profissional mais modesto e honesto? Não vai diminuir em nada o real valor de cada um. E citando um doutor de verdade, em um post mais antigo:

“Senhores.

Doutor é apenas quem faz doutorado. E isso vale também para médicos, dentistas, etc, etc. A tradição faz com que nos chamemos de doutores. Mas isso não torna doutor nenhum médico, dentista, veterinário e, mui especialmente, advogados. Falo com sossego.

Afinal, após o meu mestrado, fui aprovado mais de quatro vezes em concursos no Brasil e na Europa e defendi minha tese de Doutorado em Direito Internacional e Integração Econômica na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Aliás, disse eu: tese de Doutorado!.Esse nome não se aplica aos trabalhos de graduação, de especialização e de mestrado. E nenhuma peça judicial pode ser chamada de tese, com decência e honestidade.

Escrevi mais de 300 artigos, pareceres (não simples cotas), ensaios e livros. Uma verificação no site eletrônico do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq) pode compravar o que digo. Tudo devidamente publicado no Brasil, na Dinamarca, na Alemanha, na Itália, na França, Suécia, México. Não chamo nenhum destes trabalhos de tese, a não ser minha sofrida tese de Doutorado. (…)

(…) Os profissionais, sejam quais forem, têm de ser respeitados pelo que fazem de bom e não arrogar para si tratamento ao qual não façam jus. Isso vale para todos. Mas para os profissionais do Direito é mais séria a recomendação.

Afinal, cumprir a lei e concretizar o Direito é nossa função. Respeitemos a lei e o Direito, portanto; estudemos e, aí assim, exijamos o tratamento que conquistarmos. Mas só então.”

Ficou mais claro assim?

Quem quiser ler o post da citação acima na íntegra, o link:

por Marco Antônio Ribeiro Tura


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