Andando pelos corredores. Passos apressados. Olhos turvos. Algo prestes a explodir por dentro… Era bem provável que pudesse ter meu coração em minhas mãos. Descompassado. Em meio a tantas pessoas indo e vindo, surgindo em todas as direções, ocupando todos os espaços possíveis… Na tentativa em vão de preencher todo o vazio.
Falta-me o chão. E de repente, o rumo, a direção certa, evaporou. Também desejei muito uma natureza quase que etérea… Porém, contrariando meus desejos, fechei-me no cubículo, na tentativa de proteger-me. Olho ao redor, paredes negras. Pedra fria. Lágrimas quentes. De olhos fechados, observo-me melhor. Livre de qualquer imagem distorcida. As paredes ao meu redor, limitadas por si mesmas. Estabelecidas em seus próprios limites. Estabelecidas em seus próprios limites…
Ainda de olhos fechados, consciente do cansaço. Resgatando forças. Apoiada nas paredes. Apoiada em minhas limitações. Em toda minha fraqueza. Exposta em toda a minha humanidade…


Comentários