Arquivo para Julho, 2007

Comer é viver

 Deep Purple fica para o próximo post. Rs. Acho importante destacar esse assunto por aqui hoje. Parem um momento para ler, acredito que vale a pena. :)

Comer é sobretudo, um sinônimo de afeto. Observe bem as mais diversas comemorações entre amigos, familiares entre outros, e esta verdade estará explícita. É ao redor de uma mesa, e de preferência bem farta, onde compartilhamos os melhores sentimentos e sensações ao lado das pessoas que amamos e consideramos fundamentais em nossa vida. Consegue imaginar uma festa sem absolutamente nada para beliscar? Óbvio que não. De um simples chá da tarde ao jantar mais elegante, a comida sem dúvida, é a grande estrela. Ainda, que ninguém se dê conta disso. É ela quem reúne. Comer junto, desde tempos remotos, significa estabelecer relações sociais e até garantia de sobrevivência.  Em alguns momentos, representava inserção na sociedade, status social.  Ou exclusão, por que não? O banquete do rei medieval era para poucos, e atualmente as coisas não se diferem muito. Quem nunca soltou uma dessas: ”fulano, ontem fui a um coquetel chiquérrimo…” Duvido muito se você nunca disse algo do gênero antes com certo orgulho.

Pois bem. Diante desse  panorama é possível que você tenha uma ligeira noção da importância da alimentação, em outro aspecto, que ultrapassa o biológico e alcança a esfera social e as relações que ela estabelece. Partindo desse pressuposto, imagine um indivíduo com restrições alimentares. A título de exemplo, pensemos em alguém com doença celíaca. Ou seja, alguém com intolerância a glúten e que não pode ingerir alimentos que contenham sequer traços dessa substância. Isso significa que trigo é proibido na dieta. Assim como o centeio, a cevada e a aveia.  Bem, o glúten está presente na grande maioria dos alimentos, seja no pãozinho nosso de cada dia ou até na “inocente” salsicha, e em grande parte dos alimentos industrializados. Agora imagine situações do cotidiano, como uma festa de aniversário. Bolo? Glúten. Coxinha? Glúten. Kibe? Glúten. Empadinha? Glúten. Cachorro-quente? Glúten. Docinhos diversos? Você não sabe, mas pode conter traços de glúten por causa da manipulação. Quem pode garantir um alimento seguro, se não foi você mesmo quem preparou? Perceba a dificuldade de se alimentar, e antes de tudo, a dificuldade de se inserir naquele contexto social. Isso, ao longo do tempo, gera exclusão, a ponto do indivíduo não sair e privar-se de certos ambientes em virtude de suas restrições alimentares. Não pense que casos assim são raros, porque 1 em cada 300 nascidos vivos apresentam doença celíaca, de acordo com as estatísticas.

Entretanto, não vamos tão longe da sua realidade. Pense em um diabético. Apesar de inúmeras opções de alimentos diet no mercado, existe o quesito família a ser observado. Se a esposa descobre que está com diabetes e em função disso o açúcar do cafezinho deverá ser eliminado, o marido pode não gostar da idéia porque afinal, é um hábito de anos tomarem café adoçado. E ele detesta adoçante. Ou ter o trabalho de adoçar em sua xícara, quem sabe. E as coisas podem piorar se a sobremesa do almoço for substituída por uma fruta apenas. A mudança na dieta afeta a estrutura familiar como um todo, uma vez que muda uma rotina constituída por hábitos enraizados. Tal evidência também se aplica em casos de hipertensão, obesidade, etc.

Infelizmente, restrição alimentar muitas vezes vem associada à exclusão do convívio social, ainda que de forma bastante sutil. Se você está em uma luta para diminuir seu colesterol a qualquer custo e controlar sua pressão arterial, fazendo reeducação alimentar e seu amigo te convida para um churrasco na casa dele, com picanha suculenta e cervejinha… Apesar da tentação, você resiste bravamente e nem ousa em dar uma passadinha para dar um alô. Mas vai se sentir mal não pela picanha em si, mas também por sua ausência. É claro que este exemplo é algo bem simples, mas nos dá a dimensão de até onde o comer, ou o não poder comer, nos afeta. Seja no âmbito fisiológico, psicológico ou social.

Sem dúvida, um dos maiores desafios do profissional de nutrição é encontrar maneiras de garantir uma alimentação saudável (e que por vezes incluem restrições), mas com o devido cuidado de não tornar o paciente um ser excluído, paranóico e insatisfeito. Além de permitir que ele tenha opções e orientá-lo a fazer escolhas inteligentes. Porque nem sempre há uma
Mundo Verde
por perto, por exemplo.
Contudo, não trabalhamos sozinhos. O mercado precisa atender a demanda e necessidades dos pacientes.

 Por que não um Buffet que ofereça mesas especiais para diabéticos, hipertensos, por exemplo? Por que não algumas opções mais saudáveis, muito além do suco natural, no cardápio de bares e restaurantes? Afinal, não conheço restaurante especializado em comida saudável que funcione depois das 22:00 em uma sexta-feira…

O mercado oferece mais opções, sem dúvida. Basta uma observação mais atenta nas prateleiras dos supermercados. Mas há situações nas quais você não pode ir até ele e está com uma fome absurda. Ou simplesmente não tem como preparar algo que você possa comer, porque está na rua, no trabalho ou em um barzinho, por exemplo.

 É nessa hora que entram em ação empresários com visão e criatividade. Investir em estabelecimentos que ofereçam serviços diferenciados na alimentação, é uma alternativa que só tende a crescer e conquistar mais e mais um público consumidor que está carente em relação a opções de escolha. E não deixa de ser um negócio no qual todos ganham: seja em relação à lucratividade, saúde e a não privar-se do convívio social.

A nutrição agradece! ;)

Have you ever seen the rain? – Creedence Clearwater Revival

 Música do Creedence bastante conhecida. Essa banda por sinal, é uma das que gosto bastante, e ouço com freqüência. Música para vocês, e para mim. :) Amanhã uma do Deep Purple. Não, vou poupá-los de “smoke on the water”, rs, fiquem tranquilos. ;)

Someone told me long ago
there’s a calm before the storm,
I know; it’s been comin’ for some time.

When it’s over, so they say,
it will rain a sunny day,
I know; shinin’ down like water.

Chorus:
I wanna know, have you ever seen the rain?
I wanna know, have you ever seen the rain?
Comin’ down on a sunny day?

Yesterday, and days before,
sun is cold and rain is hard,
I know; been that way for all my time.

And forever, on it goes
through the circle, fast and slow,
I know; it can’t stop, I wonder.

I wanna know, have you ever seen the rain?
I wanna know, have you ever seen the rain?
Comin’ down on a sunny day?

vrrrruuummm

Segunda –feira. 7:00 hrs. Bairro República. Com o carro estacionado em uma fila imensa, olho para minhas mãos. Brancas. Um leve tremor. Pernas? Quase uma gelatina! Nunca tinha visto minhas pobres perninhas tremerem tanto…

A fila avança devagar. Sol da manhã batendo em meu rosto. Calor. Tira o casaco. Prende cabelo. Respira fundo. Fecha os olhos. Não dá! No retrovisor, carros estacionados atrás de mim. E na direção, rostos tão ansiosos quanto o meu. Devagar…devagar…devagar…devagar.

Ok,minha vez. Dois examinadores. Olhei para o primeiro, ele sorriu simpático. Me lembrou meu pai quando tinha uns 20 poucos anos… Menos mal. Ao menos um olhar paternal, rs. O outro senta no banco traseiro fazendo graça. Dão sinal. Ok. Conversão à esquerda lá vou eu… No percurso, começam a conversar comigo, batendo papo. Extrovertidos. Quem diria, pensei comigo. Nada de examinadores-carrancudos –cara- de -bicho-papão e ameaçadores?!? Ehauahua, sorte a minha. :)

Ladeira. Pare. Siga. Força carrinho, sobe. Rs. Quando vejo, outro carro resolveu me seguir e colar na minha traseira. E para compensar, o carro da frente empacou. Encurralada! Sem chance, tive que parar. Acho que eu sou uma dessas raras pessoas que são obrigadas a fazer duas ladeiras seguidas em uma prova de trânsito! Como se não bastasse a pressão de ser avaliada em uma… Calma. Calminha. O gol azul desempaca finalmente. Subo. Outro apressadinho colado na minha traseira. Tenho a ligeira impressão que sempre algum me persegue em ladeiras. Ou eu que eu estava com mania de perseguição, vai saber.  Nem vem bonitinho, fica pianinho atrás de mim. Na minha frente você não passa… Ouço o examinador resmungar alguma coisa atrás de mim. Ultrapassagem indevida? Eu?!? Ehauhaua, eu mereço…

Continuo normalmente no percurso. Entro na rua para a baliza. Os examinadores saem do carro, para discutir se vou ou não para a forca. Rsrs. Um deles se aproxima, com o papel mostrando meu único erro na ladeira. Ultrapassagem indevida. Resmungou, resmungou e finalmente disse: você vai para a baliza. E sorri. Olhei para o papel. Perdi 3 pontos em um erro. Pffff. Isso significava, que se perdesse mais um, estava reprovada. O que também significava que minha baliza, tinha que ser só…perfeita. Senão, forca!  Antes de fazê-la, o mesmo examinador insistiu: não esqueça das setas, fique atenta. Não esqueça das setas…Pode deixar. É agora ou agora.  E fui. Rs.

Fiz a baliza. Em 1 minuto. Com todas as setas, rs. Estaciono o carro. Meu instrutor assume a direção. Corro para buscar meu resultado. Agora, como eu corri até o examinador, é um mistério. Minhas pernas estavam moles, rs. O examinador me mostra o papel e sorri: livre da forca! Er…quer dizer, aprovada! Agradeci. E mais uma vez voltei não-sei-como correndo para o carro. Se antes estavam moles, depois viraram geléia de vez…

“Geléinha”, mas feliz! ;)

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Go!

Ansiosa. Dia importante amanhã. E quero que dê certo.

Tragédia

Fato da semana. Assunto  intensamente dissecado. Posts excelentes nos mais diversos blogs. Faço apenas minha nota. Explicativa, se assim quiser considerar.

Caos, do Gr. kháos, s. m., confusão de todos os elementos, antes de se formar o mundo; grande desordem; babel; balbúrdia. 

Medo, do Lat. metu, s. m., terror;receio;susto. 

Dor, do Lat. dolore, s.f., sofrimento físico ou moral;mágoa, aflição;pesar;dó;condolência,piedade;remorso.

Autoridade, do Lat. auctoritate, s.f., poder de mandar; domínio;poder;pessoa que exerce o poder; mando;poder público;pessoa ou texto que se invoca em favor de qualquer opinião. 

Idiotas, do Lat. idiota > Gr. idiótes, homens de espírito curto, ignorante. adj. e s. 2 gén., falta de inteligência;parvo,estúpido;ignorante; imbecil.

Negligência, do Lat. negligentia, s.f., falta de cuidado, de aplicação;descuido,incúria;desleixo;desmazelo.  

Revolta, s. f., ação ou efeito de revoltar ou revoltar-se;sedição;levantamento;tumulto; fig., grande perturbação moral;indignação. 

Vida, do Lat. vita, s.f., existência; espaço de tempo decorrido entre o nascimento e a morte;biografia;movimento;calor;sustentáculo. 

Morte, do Lat. morte , fig., destruição; perda; causa de ruína;
s. f.,
termo de existência;acabamento;Fim.

“Pater de caelis, Deus, miserere nobis…”

Comédia!

Pode até me chamar de ceguinha, mas vai ser de óculos escuros mesmo…rsrsrs. Me recuso a usar aqueles olhos que estão voltados para direções opostas… Ah, mas foi impossível resistir a estampa na camiseta, eheheheh. Digam oi para minha nova versão, rs.

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Férias da Mafalda II

Estou oficialmente de férias. Tenho 15 dias para fazer aquilo que chamam de “nada”. Mas eu acho que já perceberam o quanto a palavra “nada” me incomoda pelos meus posts. E por essa minha constante luta para que o “nada” não faça parte dos meus dias (pelo menos em grande parte deles!), porque afinal eu sou gulosa e adoro o “tudo”, resolvi montar minha lista de coisas a fazer durante esse tempo. É claro que não estipulei horários. Vou me dar ao luxo de esquecer como olhar os ponteiros no relógio da sala. Verdade seja dita, que ralei um bocado esse período na faculdade por esses míseros 15 dias…Mas sem problemas, a tendência é piorar.

Comecei na terça-feira passada, dia D. Cortar o cabelo. Eu pedi gentilmente ao cara que cortasse apenas as pontas e repicasse, para dar um corte novo e tal. Mas não adianta, meu cabeleireiro é tão passional. Encarna um verdadeiro Edward-mãos de tesoura quando está no controle. Vejo pedaços e mais pedaços das minhas mechas castanhas, literalmente, voando para o chão. Cá estou, com o cabelo alguns centímetros mais curto (e que fazem uma baita diferença!) com direito a um franjão caindo nos olhos. Rachel disse que dá um ar de mulher mais moderninha, melhor acreditar, ehauhauhau…Mas não, definitivamente, não há nada de emo aqui, por favor.

Bem, para não perder o costume, uma foto que tirei voltando para casa, pela manhã. Isso depois de uma aula de grande velocidade e ronco de motores. Sim, não disse que voltei as pistas? Eu sempre volto. Rsrsrsrs.

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Praia de Camburi -Vitória/ES

Mais um

Hoje estou me sentindo tão óbvia. Tão previsível. Tão desinteressante. Tão sem nada para alguém descobrir. Estou me sentindo sem graça. Insonsa. Sem sabor. Sem aroma. Sentindo como se não fosse grande coisa. Estou sentindo o nada. Como ser o nada. E Deus, como dói sentir todo esse desinteresse. Isso é novo para mim. Ainda sim, posso afirmar que dói. Eu não sei se o que sinto é justificável. Se possui fundamentos ou não. Se estou enganada ou não. Mas incomoda. Está incomodando e muito.
Não é possível, que eu tenha que me resignar a me sentir dessa forma, no absoluto silêncio.

VIVO mata…

Meu aparelho de celular morreu de vez na última semana. Em compensação, ganhei outro. Na sexta fui até a Central da Vivo transferir meu número para o novo aparelho, que usa apenas chip. Não gostei muito da idéia de mudar para GSM,  porque a cobertura da Vivo ainda não está boa o suficiente para isso. Preferia continuar em CDMA ao menos por enquanto.  Contudo, não tive outra escolha. Mas na realidade, esse foi o menor dos problemas…

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Central da Vivo, 14:30 horas, sexta-feira. Dentro do Shopping Vitória. Bem-vindo ao inferno. Eu simplesmente detesto qualquer central da Vivo. Tudo é ruim. Desde as instalações, dinâmica de atendimento, tudo.  Até para andar dentro da loja é ruim. A 1ª burrice que fizeram naquele lugar foi colocar o balcão de informações no canto da loja. Escondido. Você passa direto por ele, e vai ao balcão principal, sem sequer olhar para o lado. Só então é informado por uma atendente com má-vontade de que precisa pegar senha ali, naquele cantinho que você mal consegue ver. Corre pegar senha. B 0050, esse era o meu número. Olhei no visor: B 0047. Na minha doce ilusão pensei: vou ser atendida logo…*COF*. Mais de 40 minutos: B 0048. ò.ó Mais algum tempo, quando o 0050 vai ser chamado, olho no visor: B 0055. B 0055?!?!? o.O Senha especial para idosos. Tudo bem né, aí eu respeito.

2ª burrice: para sentar e esperar a única opção são puffs. Daqueles quadradinhos e roxos. Lindos não? Para o design moderno caem muito bem. Mas experimente ficar sentado em um por mais de uma hora esperando ser atendido… Aposto que sua parte traseira vai sair tão quadrada quanto o próprio. Desconfortáveis. Horríveis. Mais de uma hora de espera apenas para transferir meu número. 

3ª burrice: os atendentes do balcão são responsáveis tanto pelas vendas, quanto  por questões burocráticas, operacionais, etc, etc, etc. Isso significa, que se o indivíduo a sua frente não sabe se compra aquele aparelho rosinha ou aquele roxinho, você terá que se resignar a esperar. Não existe divisão no atendimento. Não existe facilidade no atendimento. Agilidade não faz parte do treinamento de nenhum funcionário ali. Eles não trabalham, se arrastam atrás do balcão. E não me venha querer justificar porque era sexta-feira…

Ao fim, quando fui atendida, diga-se de passagem que em menos de 10 minutos, fui recompensada, vejam só. Junto ao chip, um brinde. “Veja como nossa empresa é generosa com seus clientes, após mais de 1 hora de espera em nossa loja infernal, ganhe um maravilhoso chaveiro bonequinho-vivo-brega-ao-extremo feito do material mais vagabundo do mercado!” Isso tudo porque a Vivo se importa, e respeita seus clientes. Deu vontade até de jogar no lixo.

Esse aparelho vai ter que durar muito tempo. Porque não pretendo voltar tão cedo naquele lugar. Pronto. Cumpri meu papel social de cidadã e te apresentei 3 bons motivos para você não ser cliente Vivo, entre outros bônus adicionais. Isso porque não mencionei o atendimento via telefone… Quem quiser se arriscar, depois não diga que não avisei.


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